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Semana começa com rotina normalizada na Região dos Lagos, após greve dos caminhoneiros

Thaiany Pieroni

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A semana começou com a rotina normalizada nas cidades da Região dos Lagos, após a greve dos caminhoneiros, realizada na última semana, que alterou o funcionamento de diversos serviços.

As aulas na rede municipal das cidades de Cabo Frio, Búzios, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo ocorreram normalmente nesta segunda-feira, 04. Outros serviços públicos, como coleta de lixo, que tinham sido alterados, devido à greve, também voltam ao funcionamento habitual, de acordo com as prefeituras.

A empresa salineira, responsável pelo transporte público na Região, também voltou a funcionar com 100% da frota. Situação que foi possível, já que o abastecimento foi normalizado. Nos últimos dias, a empresa chegou a rodar, em alguns horários, com apenas 50% dos ônibus disponíveis, visando a economia de combustível para conseguir atender à população por mais tempo.

As filas nos postos de combustíveis já são bem menores. Todos eles estão reabastecidos com todos os tipos de combustíveis e funcionam normalmente. Foi registrada uma movimentação maior durante o fim de semana, devido a notícia de que uma nova greve seria instalada nesta segunda-feira. Notícia que foi desmentida pelo Governo Federal.

Os estabelecimentos alimentícios aos poucos também voltam a aplicar o preço normal nas mercadorias. Legumes, frutas e verduras já estão disponíveis em grandes quantidades nas prateleiras, na maioria dos lugares com preço acessível.

A dona de casa Isabel disse que agora já pode voltar a frequentar supermercados, já que nos últimos dias, os preços encontrados eram considerados fora da realidade. “Eu fui em um determinado hortifruti, que estava cobrando mais que o dobro do valor, que estávamos acostumados a pagar. O ovo também dobrou o valor. Poucos mercados mantiveram o preço, e os que mantiveram estava com pouca variedade. Nos últimos dias só comprei o estritamente necessário”, contou.

De acordo com consumidores, o produto que ainda está apresentando uma certa dificuldade de ser encontrado é o gás de cozinha. Em Tamoios, distrito de Cabo Frio, os depósitos que estavam recebendo a mercadoria estavam acabando rapidamente, e as filas eram grandes durante todo o fim de semana.

A comerciante do ramo de alimentação, Amanda, correu para garantir seu gás, logo que soube que havia chegado. Ela depende do gás para trabalhar, mas disse que não pagaria o valor de R$120,00, que estavam cobrando durante a greve.

“Eu trabalho com dois gás na minha cozinha para atender a demanda. Um deles acabou, mas eu preferi deixar de oferecer alguns produtos por uns dias do que pagar R$120,00 em um gás. Esse valor é mais que o dobro do que eu costumo pagar e levaria todo meu lucro embora, seria pagar para trabalhar”, contou.

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