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Reportagem revela beleza, mistérios e segredos da Restinga de Jurubatiba

Bertha Muniz

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Ao todo 44 quilômetros de reserva estão divididos entre os municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã. Neste trecho existem 18 lagoas costeiras de rara beleza e de grande interesse ecológico.

O Globo Repórter de ontem (23), mostrou a beleza e os encantos da Costa do Sol. Uma delas, está bem perto de nós, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Ao todo 44 quilômetros de reserva estão divididos entre os municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã. Neste trecho existem 18 lagoas costeiras de rara beleza e de grande interesse ecológico.

O Parque é um abrigo para diversas espécies de fauna e flora das restingas que em outros locais do país estão em risco de extinção. Já foram inclusive encontradas novas espécies na área da Unidade. A área onde hoje se situa o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba era habitada pelos índios Goytacazes, povo que tinha tradição guerreira. O Parque resguarda também a porção bem conservada do Canal Campos – Macaé, que levou quase 30 anos para ser construído por mão-de-obra escrava, com 104 km de extensão. O canal só fica atrás do de Suez, no Egito, em extensão.

Jurubatiba é um dos três parques nacionais brasileiros onde é possível observar a coexistência da preservação do ambiente com o desenvolvimento sustentável de uma população de pescadores tradicionais que já pescavam na área mesmo antes de sua criação.

A equipe do Globo Repórter refez um caminho que foi trilhado pela primeira vez no século 17, quando Portugal nomeou sete senhores de engenho como capitães. Eles foram até ali para tomar posse de parte da Capitania de São Tomé. São 200 quilômetros cortando a imensidão. Muito antes dos capitães, guerreiros Goytacazes já estavam ali. Índios canibais que conheciam a lei da restinga. Segundo a reportagem, a temperatura pode passar dos 70 graus em dias de sol. E as plantas tiveram que se adaptar para sobreviver a esse ambiente extremo. A reportagem também mostrou que em Jurubatiba uma nova espécie foi descoberta: o ratinho goytacás. Achado em 2011, ele só existe ali. Ele é tão valente quanto os antigos índios guerreiros.


 

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