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Petrobras comemora aniversário com protagonismo no setor de óleo e gás confirmado

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Empresa arrematou áreas do Pré-Sal na Bacia de Campos em último leilão da ANP

 

Tunan Teixeira

 Completando 64 anos nesta terça-feira, dia 3 de outubro, a Petrobras vive um dos momentos mais cruciais de sua história, atravessando uma grave crise institucional, política e financeira, num momento em que a indústria do petróleo, como um tudo, atravessa uma de seus momentos mais difíceis nos últimos anos.

Com o peso de ser a maior empresa brasileira e fator primordial de crescimento da economia, o que a torna objeto de interesse da classe política, a petroleira terá como grande desafio de retomar o caminho do crescimento.

Na última rodada de leilões de blocos exploratórios de óleo e gás, realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizando na última segunda-feira, 27, no Rio de Janeiro, a estatal voltou a confirmar seu protagonismo no setor ao arrematar diversos blocos e oferecer lances bilionários.

Ao todo, os investimentos da estatal chegam, segundo a própria empresa, a 1,8 bilhões de reais, ou seja, quase metade do quase 3,8 bilhões arrecadados com todos os blocos arrematados durante o leilão.

Além de ficar com 6 blocos offshore da Bacia de Campos, em consórcio formado com a norte-americana ExxonMobil, vencendo o consórcio formado pela inglesa Shell e a francesa Total, entre outras empresas, a Petrobras arrematou também 1 bloco terrestre na Bacia do Paraná, no valor de 1,7 milhões de reais.

“A aquisição destes blocos reflete nossa visão abrangente de portfólio, focada na recuperação da nossa relação entre reserva e produção. Nosso objetivo é assegurar a produção futura e sustentável da companhia”, afirmou o Presidente da Petrobras, Pedro Parente, após o evento.

O leilão foi tratado como o primeiro grande teste do governo, após uma série de medidas de “flexibilização”, adotadas nas regras do setor desde 2016, com destaque para a redução das exigências de conteúdo local, a extensão do regime aduaneiro especial Repetro, e a retirada da exclusividade da Petrobras na operação do Pré-Sal, o que permitiu que a empresa investisse pesado onde de fato tinha interesse.

“Atuamos de forma seletiva no leilão, refletindo nossa visão estratégica e marcando o início da recomposição do nosso portfólio exploratório, ao mesmo tempo em que buscamos recuperar a relação entre reserva e produção e assegurar a sustentabilidade da nossa produção futura de óleo e gás. Além disso, nossa atuação em consórcios competitivos está alinhada com o objetivo estratégico de fortalecer parcerias, compartilhando riscos, combinando competências técnicas e tecnológicas e capturando sinergias”, revelou a Petrobras.

Apontado como “o maior sucesso” pelo ministro Moreira Franco (PMDB-RJ), o leilão marcou, de fato, uma retomada da importância da estatal para o mercado nacional e internacional do setor do petróleo, principalmente para quem duvidava que a empresa ainda ocupasse esse papel, depois das mudanças na legislação.

Foto: Igor Faria

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