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MPRJ faz operação contra ex-funcionária de cartório suspeita de desvio em Trajano de Moraes

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Investigação aponta irregularidades em atos notariais, uso indevido de selos e pagamentos via PIX durante período em que investigada comandou expediente da unidade

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro cumpriu nesta quarta-feira (6) mandado de busca e apreensão contra uma ex-funcionária do Cartório do Ofício Único de Trajano de Moraes, investigada por suspeita de peculato e irregularidades na prestação de serviços cartorários.

A ação foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Trajano de Moraes, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ.

Segundo a investigação, a suspeita era responsável pelo expediente da unidade entre 8 de junho de 2023 e 16 de maio de 2024, período em que teria ocorrido o possível desvio de emolumentos pagos por usuários.

 

Correição identificou falhas e desaparecimento de livro oficial

A apuração começou após fiscalização realizada pela Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no cartório.

O relatório apontou uma série de irregularidades, entre elas:

  • atos notariais sem registro regular
  • uso indevido de selos de fiscalização
  • escrituras não lançadas em livros oficiais
  • desaparecimento do Livro de Notas nº 77

Segundo o Ministério Público, o livro reunia registros supostamente lavrados durante o período em que a investigada esteve à frente do expediente.

 

PIX sob controle da investigada entrou na mira

A Promotoria afirma ter identificado indícios de pagamentos realizados por usuários sem correspondência com atos notariais efetivamente concluídos.

Parte dos valores teria sido recebida via PIX vinculado à investigada, inclusive após o encerramento do vínculo dela com o cartório.

A suspeita é de que usuários tenham pago por escrituras, certidões e outros serviços sem que os procedimentos fossem formalizados de maneira regular.

 

MPRJ pede que usuários procurem a Ouvidoria

O Ministério Público orientou que pessoas que tenham realizado pagamentos via PIX à ex-funcionária procurem a Ouvidoria do órgão para relatar os casos e colaborar com a investigação.

O caso segue sob apuração da Promotoria de Justiça de Trajano de Moraes.

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