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Moradores de Tamoios, em Cabo Frio, voltam a ter esperança na emancipação do Distrito

Thaiany Pieroni

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Os moradores de Tamoios, em Cabo Frio, voltaram a acreditar na possibilidade de emancipação do Distrito, após a mudança da presidência. Nesta quinta-feira, 25, um grupo de moradores se reuniu para traçar os passos necessários para reativar a luta pela desvinculação política com Cabo Frio.

Na ocasião, os participantes puderam se apresentar e explicar como podem ajudar nesse processo. Eles também aproveitaram o momento para desabafar sobre os inúmeros problemas registrados no Distrito, devido ao abandono do Poder Público e as expectativa de mudar esse cenário com uma administração própria.

"Eu sou morado de Tamoios desde 1990 e vejo o descaso com a nossa localidade. E acredito que nós temos potencial de se mantermos sozinhos, não precisamos de Cabo Frio", avaliou a moradora Marta.

Ficou definido que uma comissão será formada para lidar diretamente com as questões burocráticas. Além disso, o grupo também iniciou uma movimentação para conseguir a ida de um posto itinerante do Tribunal Regional Eleitoral.

Atualmente, os moradores de Tamoios precisam percorrer mais de 40 quilômetros para conseguir transferir o título de eleitor, além disso, muitos moradores estão enfrentando dificuldades em fazer o agendamento necessário.

"Nós perdemos um dia inteiro para conseguir ir ao Centro de Cabo Frio para resolver essa questão do título, e no meu caso, ainda terei que voltar porque não consegui resolver tudo. Ou seja, são dois dias de trabalho perdido", comentou Diogo.

 

Sobre o movimento de emancipação – A luta pela emancipação de Tamoios é antiga. Mas, foi em 2010, com a presença intensa da população na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que o movimento ganhou mais força.

Na ocasião, os Deputados votaram favorável a realização de um plebiscito pela emancipação. Porém, a aprovação esbarrou em questões políticas de âmbito Federal, o que travou o processo.

Em 2013, o Congresso Nacional, motivado por emancipacionistas de todo o Brasil a retomar o projeto de regulamentação, que foi aprovado em 2014 e novamente em 2015, sendo nas duas oportunidades vetado pela, então, presidente Dilma.

A expectativa agora é que esse projeto volte a ser pautado, principalmente motivado pelas recentes declarações favoráveis feitas pela família Bolsonaro.

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