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Grupo de Trabalho para enfrentamento da Covid-19, em Macaé, criado pela UFRJ, aponta que transmissões do vírus na cidade são comunitárias

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

Nesta segunda-feira (04), Macaé, de acordo com boletim epidemiológico da Prefeitura, está com 175 casos confirmados da doença, com 14 óbitos e 55 pessoas recuperadas. Desde o início da pandemia, uma série de restrições, como o fechamento do comércio, permanecendo abertos somente serviços essenciais, foram adotadas como medidas de prevenção à doença, além de barreiras sanitárias e o isolamento social. No último dia 30 de março, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), campus Macaé, criou o Grupo de Trabalho Interinstitucional para o enfrentamento da Covid-19, o GT Covid-19 UFRJ Macaé.
Os trabalhos são coordenados pela Professora Doutora Kathleen Tereza da Cruz (Professora Adjunta do Curso de Medicina da UFRJ campus Macaé), Médica Sanitarista, Doutora em Medicina, Coordenadora do Observatório de Saúde de Macaé.
Profa.Dra. Karla Santa Cruz Coelho ( Professora Associado do Curso de Medicina da UFRJ Macaé), Médica sanitarista, Doutora em Saúde Coletiva, Membro do Observatório de Saúde de Macaé.
Professor Doutor Emerson Elias Merhy (Professor Titular Curso de Medicina da UFRJ Macaé), Médico sanitarista, Doutor em Saúde Coletiva, Membro do Observatório de Saúde de Macaé. O grupo conta também com cerca de 70 docentes e técnicos de todo o campus UFRJ Macaé, envolvidos em diferentes subgrupos de trabalho para enfrentar a pandemia, tais como Central de Acolhimento para Usuários, Central de Acolhimento e Saúde mental para Trabalhadores da Saúde, Segurança Alimentar e Nutricional, Produção de Álcool em gel, Análise Estatística de Dados, Desenvolvimento de Ferramentas moleculares, Pesquisa de Novos Medicamentos ( Bioinformática), Informação em Saúde e outros.

Para as professoras e coordenadoras do projeto, Kathleen Tereza da Cruz e Karla Santa Cruz Coelho, Macaé adotou bastante cedo medidas de mitigação em relação à pandemia do Covid-19. Com isso, o município pode adotar o modelo de restrição mais intensa e precoce como paradigma para a cidade. "No pico da pandemia neste cenário é previsto ocorrer quase uma centena de internações, sendo duas dezenas de casos graves, potencialmente necessitando unidades de terapia intensiva. Mas nada indica que as medidas adotadas foram suficientes para diminuir o achatamento da curva epidemiológica. O que vemos é um aumento acelerado no números de casos confirmados e óbitos, o que indica que ainda persistem no município uma expansão da transmissão comunitária, o que é um motivo de preocupação", alertaram.

Como a cidade adotou bastante cedo as medidas de mitigação em relação à pandemia do Covid-19, todas, de acordo com as professroas, devem continuar. "A população deve ser informada e estar consciente da necessidade dos cuidados de higiene, isolamento e outras ações para prevenção", explicou Kathleen Tereza.

O isolamento social é a principsl medida de combate e prevenção ao coronavirus. E a cada dia, segundo as medidas, os casos aumentam.

O aumento dos casos confirmados e dos óbitos relaciona-se com a manutenção das medidas de isolamento social. Surgem informações de que o vírus pode ser mais 'forte' durante o inverno, o que não é verdade. Ainda segundo as coordenadoras do GT Covid-19 UFRJ Macaé, independente do clima, o número dos casos estará diretamente relacionado a manutenção das medidas de isolamento social.

Os indicadores monitorados pela universidade mostram que Macaé vem apresentando uma curva ascendente de crescimento do número de casos confirmados do novo coronavirus e de óbitos. A cidade já registrada 175 casos confirmados, somando-se setores público e privado, chegando a 14 óbitos, mesmo considerando que são dados subnotificados.
"No momento atual, nada indica que as medidas adotadas foram suficientes para diminuir o achatamento da curva epidemiológica. O que vemos é um aumento acelerado no números de casos confirmados e óbitos, o que indica que ainda persistem no município uma expansão da transmissão comunitária, o que é um motivo de preocupação. Portanto não é o momento de se afrouxar as medidas de isolamento, que sem dúvida contribui para que todos não fiquem doentes ao mesmo tempo e assim venham sobrecarregar o sistema de saúde e, consequentemente, que ocorram muitas mortes que poderiam ser evitadas ", concluiu a professora Karla Santa Cruz, também coordenadora do projeto.

Outras informações sobre o trabalho do GT COVID UFRJ Macaé estão disponíveis na página da UFRJ Macaé.
https://www.macae.ufrj.br/index.php

Crédito: Arthur Moes

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