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Greve dos caminhoneiros faz preços subirem e quilo do pimentão já custa o quase o mesmo que o do contrafilé em Macaé

Bertha Muniz

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Em um mercado na Granja dos Cavaleiros, o quilo do pimentão vermelho está custando R$ 17,38. Apenas 1 real a menos que o quilo do contrafilé, vendido por R$18,98. 

Quatro dias após a deflagração da greve dos caminhoneiros, Macaé sente nas ruas, nos mercados, nos postos e até mesmo dentro de casa as consequências da paralisação. Nos supermercados a falta de abastecimento de itens básicos, como batata e banana, é sentida pelos consumidores.

As prateleiras da maioria dos hortifrutigranjeiros encontram-se vazias em função do atraso da entrega de mercadorias que chegam de Minais Gerais e São Paulo. A maior dificuldade está sendo em encontrar ovos, maçã, banana, batata, além de outros legumes e também hortaliças.

Além disso, caso a greve continue, os consumidores também poderão ter dificuldade para encontrar carnes suínas, bovinas e de aves nos próximos dias. Nossa equipe de reportagem foi até uma rede varejista do setor, no Centro de Macaé, na tarde de hoje (24) e encontrou prateleiras totalmente vazias.

Segundo funcionários do estabelecimento poderá faltar carne bovina se o caminhão que abastece o hortifruti não chegar até a manhã desta sexta-feira (25). “ Só temos o que está exposto, há várias pessoas estocando carnes e o que temos disponível deve durar no máximo até amanhã”, disse um funcionário.

O iminente desabastecimento faz com que os preços subam em média até 70%. Em um mercado na Granja dos Cavaleiros, o quilo do pimentão vermelho está custando R$ 17,98. Apenas 1 real a menos que o quilo do contrafilé, vendido por R$18,98.

As consequências chegaram até redes de fast food. Na tarde de desta quinta-feira (24), uma tradicional loja de sanduíches localizada no Cavaleiros, não tinha carne porque o caminhão não havia chegado com o carregamento. Segundo uma atendente, outras lojas estavam com o mesmo problema.

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