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Goleiro Bruno é tietado por torcedores do Flamengo enquanto fazia compras de Natal em shopping de Cabo Frio

Bertha Muniz

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Condenado pela morte da mãe de seu filho, a modelo Eliza Samudio em 2010, o atleta utilizou seu Instagram para agradecer o carinho dos fãs.

O goleiro Bruno foi "tietado" por torcedores do Flamengo, nesta segunda-feira (23), enquanto fazia suas compras de Natal em um shopping de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Condenado pela morte da mãe de seu filho, a modelo Eliza Samudio em 2010, o atleta utilizou seu Instagram para agradecer o carinho dos fãs.

"Queria agradecer a receptividade, carinho de todos ! Me senti muito amado, querido, acolhido e muito feliz!!! Que Deus possa abençoar a cada pessoa que veio até mim hoje, que pediu uma foto, autógrafo, ou que simplesmente veio apertar a minha mão, me desejar sorte, me parabenizar pelo meu recomeço!!", publicou o jogador, campeão brasileiro com o Flamengo em 2009.

Nos stories do perfil do atleta, é possível vê-lo tirando fotos com diversos torcedores que formavam fila para registrar o momento. Nos comentários da publicação, diversos torcedores escreveram mensagens de apoio para Bruno. "Parabéns, meu irmão! Deus é contigo"; "Eterno ídolo"; "Vamos lutar para você voltar para o Mengão!", "Parabéns, você merece"; foram algumas das mensagens.

‘Apavora pensar que ele pode ser ídolo de uma criança’

A mãe da modelo Eliza Samúdio, Sônia Samúdio, se manifestou há algumas semanas justamente sobre a idolatria em torno de Bruno, que estava prestes a atuar pelo Poços de Caldas, time de futebol do Sul de Minas. A mãe da mulher assassinada brutalmente reforçou que não é contra a ressocialização, mas sim o fato de um condenado por homicídio e ocultação de cadáver tornar-se exemplo de crianças.

“Algumas pessoas o defendem na internet: ‘ele já pagou pelo erro’. Erro? Ele cometeu um assassinato e isso não pode ser banalizado. Não acredito no arrependimento dele. Ele nunca se mostrou arrependido. Basta ver a forma como toca a vida. Minha filha, eu não sei onde está o corpo. A Justiça deveria buscar isso dele”, afirmou Sônia.

“Ele parece estar feliz com a vida que tem. Eu perdi uma filha e meu neto, a mãe. Acho que ele deveria trabalhar sim, mas numa outra profissão, onde não trabalhe com pessoas. O cenário, hoje, o transforma em ídolo, não em um reeducando condenado por crime hediondo. Me apavora a possibilidade dele ser o ídolo de uma criança, por exemplo”, complementou.

 

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