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Ex-secretário de Arraial denuncia funcionários fantasmas ao Ministério Público

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“Gasparzinhos” chegavam a ganhar R$ 3 mil sem aparecer no serviço na Prefeitura

 

Após o pedido de exoneração do cargo de Segurança Pública de Arraial do Cabo, Márcio Veiga de Oliveira, o “Márcio Galo” apresentou denúncia no Ministério Público em sua ex pasta, existiam funcionários “fantasmas” com salário de R$ 3 mil e de que era de conhecimento do prefeito Renato Vianna (PRB). Considerado homem forte do governo Viana, Márcio tinha anunciado sua saída do governo no final de semana, mas só oficializou na segunda. Em contrapartida, a prefeitura informou que, ele foi exonerado em lugar de ter pedido sua saída. Agora nesta quarta-feira (12) à tarde, houve novo desfalque no secretariado. Saiu João Carlos Costa de Mello, o Cacau, titular de Serviços Públicos. O motivo seria problemas pessoais.

Na denuncia formulada por Márcio Galo, quatro funcionários teriam sido nomeados há três meses na Secretaria de Segurança Pública, com salários de R$ 3 mil, cada, mas nunca apareceram para trabalhar. Márcio afirma ter avisado ao prefeito, que, em resposta, teria dito que “precisava fazer isso por acordos políticos”. Os nomes foram listados – todos em altos cargos – e em anexo, cópia da folha de pagamento dos “fantasminhas”.

Segundo Márcio, ele teria comunicado ao prefeito Renato Vianna que por sua vez disse que resolveria a questão e depois que “isso também existia em outras secretarias e que precisava fazer isso por acordos políticos que ele firmou. Eu não aceito e pedi para sair”.

Não temendo ser responsabilizado pelos “gasparzinhos” de sua ex- secretaria, Márcio alega não ter nomeado os funcionários e sim o prefeito através de portarias. “Não me sinto responsável de nenhuma forma porque foram portarias, e não contratos. Os contratos são assinados pelo secretário, mas as nomeações das portarias são feitas diretamente pelo gabinete do prefeito. Fui eu que pedi exoneração por não concordar. O Brasil está mudando, e quem fez uma campanha anticorrupção, como foi o meu caso, não pode compactuar com isso”, declarou Márcio Galo. A prefeitura através de assessoria de Comunicação informa que o prefeito não irá se pronunciar a respeito e se houver algo de concreto quem Márcio deve fazê-lo formalmente no Ministério Público e provar.

Tânia Garabini

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