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Evento debate novos desafios para o mercado de seguros, nesta sexta-feira, 25, em Cabo Frio

Thaiany Pieroni

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Nesta sexta-feira, 25, Cabo Frio irá sediar um evento para debater propostas, sugestões e medidas que as seguradoras estão adotando para se adequar ao cenário atual. O III Debate Lagos, acontece das 8h às 18h, no Matiz Oasis Hotel, e terá como tema “Transforme problemas em oportunidades”.

Na ocasião os principais players do setor farão um panorama sobre a crise econômica, inovação e tecnologia, migração para as plataformas digitais, desorganização da área administrativa das seguradoras, produtos versus necessidades, entre outros assuntos ligados ao setor.

“São muitos os desafios que dificultam a estabilidade do setor de seguros, principalmente em relação à adaptação dos produtos à nova realidade do mercado, essencialmente por conta do aumento acelerado da violência em todo o país. Estamos num momento de reinvenção do setor”, afirma Henrique Brandão, presidente do Sindicato dos Corretores do Rio de Janeiro – Sincor-RJ, que promoverá no final desse mês, a terceira edição do Debate Lagos, reunindo mais de 100 corretores de toda a Região litorânea do Rio de Janeiro.

Brandão lembra ainda que outros assuntos serão tratados, como as demandas regulatórias crescentes, a constante busca pela eficiência, o papel dos corretores de seguros e, especialmente, o crescimento de cooperativas, que representam, hoje, a vulgarização do setor.            “Estamos diante de um quadro de banalização da profissão, o que é preocupante. Como trabalhamos com risco, este formato é muito mais propenso a oferecer problema futuro ao cliente, pois não têm uma retaguarda para o crescente volume de sinistros”, completa Brandão, acrescentando que as vítimas, em busca de preço, param em empresas não regulamentadas no mercado segurador.

Vale ressaltar que a Susep recebe denúncias de consumidores que contrataram proteção veicular e achavam se tratar de seguro. No âmbito da Procuradoria Federal junto à Susep há cerca 200 ações civis públicas, nas quais a entidade é a autora principal, mas há também outras movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

“Os consumidores precisam ter cuidado antes de contratar qualquer produto de seguro. O ideal é pesquisar a empresa se certificando se ela é autorizada pela Susep. Há muito picareta na praça e os preços baixos é o indício de que algo está errado”, diz Brandão, lamentando o fato de que imagem do profissional corretor é que sofre, ou seja, o justo paga pelo pecador.

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