A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) definiu na manhã desta sexta-feira (17) o deputado Douglas Ruas (PL) como seu novo presidente. A eleição foi realizada sem concorrentes, já que o candidato da oposição, Vitor Junior (PDT) retirou sua candidatura. Também nesta sexta foi definido o segundo secretário, com a escolha do deputado Dr. Deodalto.
A eleição foi realizada sob forte contestação, principalmente pela ala de oposição, que chegou a contestar a eleição na Justiça em pelo menos duas oportunidades. Alguns partidos não votaram e nos bastidores corre a informação de que eles pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).Dentre os que não participaram da votação estão 27 deputados do PT, PSB, PSD, PC do B, MDB, PDT e PSOL.
Como presidente eleito e empossado da Alerj, Ruas tem como precedente a possibilidade de assumir de forma interina o Governo do Rio de Janeiro. No entanto, uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) está mantendo o comando do Palácio Guanabara nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto. A situação tende a permanecer assim até que a Corte defina como será a eleição do mandato-tampão.
O movimento de não votar é visto como uma forma de protesto contra a decisão da Justiça que manteve a votação aberta. Para a oposição, a votação aberta configura um jogo de “cartas marcadas”, uma vez que o sigilo poderia estimular deputados da base governista a mudar de posição sem sofrer pressão.
Em março, Ruas já havia sido eleito presidente da Alerj, poucos dias após a cassação da chapa do então governador Cláudio Castro. Acontece que essa votação foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio. Dessa forma, Ruas não tomou posse. Tradicionalmente, o presidente da Alerj ocupa posição de destaque na linha sucessória do governo do estado, à frente do presidente do Tribunal de Justiça. Desta vez, porém, o eleito não assumirá o comando do Executivo.