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Com redução de 90% nos principais índices criminais, Macaé vive nova era na segurança pública

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Sérgio Barcellos 

 

Com uma redução de cerca de 90% nos principais índices criminais, Macaé vive uma verdadeira revolução na Segurança Pública. Em entrevista exclusiva ao Clique Diário, o secretário municipal de Segurança, Tales Borges, detalhou o conjunto de ações que levaram o município a índices tão expressivos. No mesmo bate-papo, ele falou também sobre o futuro e o planejamento de seguir investindo para que a cidade siga avançando e empilhando recordes no setor.

Se no passado Macaé chegou a figurar entre as 100 mais violentas do Estado, hoje a realidade é completamente diferente. Em 2025, a cidade conquistou a menor taxa de homicídio de toda a sua história de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). E segundo as projeções, a tendência é que os números criminais continuem caindo.

“O Instituto de Segurança Pública mede os índices criminais do Estado do Rio de Janeiro. E ele tem ali uma série histórica dos crimes. E os dados divulgados recentemente são referentes aos consolidados no ano de 2025. E quando a gente compara com toda a série histórica, foi um ano onde a gente teve os menores indicadores para cada um dos indicadores principais, que são roubo de carga, de rua, de veículo e letalidade violenta (que engloba os homicídios)”, explicou Tales.

O secretário continua: “o principal fator de mensuração de violência pela ONU são os homicídios. Macaé hoje tem a menor taxa de homicídio de toda a sua história. Outro dado muito relevante é que estamos há mais de três anos sem latrocínio (roubo seguido de morte). Que é o crime que mais impacta o cidadão. Estamos também há mais de 16 meses sem feminicídio. Importante salientar que o feminicídio é o homicídio cometido contra a mulher devido ao seu gênero. Geralmente ele está relacionado com violência doméstica ou com misoginia (ódio, aversão, desprezo ou preconceito enraizado contra mulheres e meninas)”, detalhou Tales.

A virada de chave passa por um conjunto de ações realizadas pelo poder público, que entendeu que para avançar em outros segmentos era primeiro preciso investir na segurança pública. Uma cidade não atrai mais turistas e eventos se não tiver segurança. E o mesmo se aplica a áreas como desenvolvimento econômico, dentre outros.

Tales detalha no bate-papo o conjunto de ações que levaram Macaé até o cenário atual. “Investimentos da Prefeitura seja nas parcerias com os órgãos governamentais do Estado do Rio de Janeiro, da União, como por exemplo o Regime Adicional de Serviço (RAS) da Polícia Civi, do PROEIS da Polícia Militar, a atuação de 20 novas viaturas do 32º BPM para uso exclusivamente de Macaé. Garantindo uma maior pronta-resposta do policiamento preventivo no atendimento as demandas do 190. Isso tudo traz esses números cada vez mais baixos”.

E para seguir avançando o investimento não pode parar. Apesar das drásticas reduções nos índices criminais, o município quer buscar a “perfeição”, com números praticamente zerados nos principais indicadores.

“Os indicativos já apontam que Macaé em 2026 também terá indicadores praticamente zerados. Estamos falando de indicadores que caíram mais de 90% comparado com o pico máximo histórico. Ou seja, Macaé já teve mais de 1600 roubos de rua e conseguimos reduzir para cerca de 135. Só que para a gente ainda não está bom. A nossa utopia é buscar o 0.  A nossa vontade e espírito de entrega é que esses números sejam zerados. Então para isso os investimentos na guarda municipal continuam, capacitação com equipamentos não-letais. A lei do armamento da Guarda Municipal foi aprovada e estamos avançando junto a Polícia Federal no TAD (Termo de Ajustamento) para o porte de utilização da Guarda. Assim também como todos os equipamentos, com modernização da frota, maior patrulhamento ostensivo. Creio que Macaé continuará no caminho certo porque nosso prefeito entendeu que investir em segurança pública é investir no desenvolvimento econômico, social e turístico de nossa cidade”, encerrou Tales.

Foto principal: Reprodução/Instagram

 

 

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