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BRK Ambiental e Instituto SENAI de Inovação em Química Verde iniciam captação para detectar presença de coronavírus no esgoto

Bertha Muniz

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A primeira coleta para identificar a presença do material genético do vírus SARS-CoV-2 na rede de esgoto de Macaé foi realizada nesta quarta-feira (30). Foram colhidas amostras em quatro pontos da cidade: na Estação Elevatória Confort, na orla dos Cavaleiros; na EE Principal do Lagomar; na Estação de Tratamento Centro e no Hospital Público de Macaé. A pesquisa envolve um método inédito para a avaliação da presença do coronavírus na rede de esgoto do município.

As coletas dos materiais foram realizadas nestes pontos estratégicos, com a expectativa de que os resultados permitam estimar o real nível de contaminação na cidade, considerando que uma parcela dos pacientes com Covid-19 pode não apresentar sintomas evidentes, porém são capazes de transmitir o vírus para outras pessoas.

Outras pesquisas ao redor do mundo já identificaram a presença do vírus no esgoto de grandes centros urbanos. No entanto, foram usados métodos diferentes para esta avaliação e as amostras são geralmente complexas, o que pode gerar sérias imprecisões quanto aos dados obtidos. Já a metodologia otimizada ao longo desta ação em Macaé, será capaz de detectar com precisão a presença muito pequena do material genético do vírus causador da Covid-19 nas amostras. E os resultados gerados por este método poderão atuar como um indicador da densidade de pacientes positivos, como explica o pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, Alex Queiroz:

- A grande inovação está justamente no protocolo de pré-concentração e purificação das amostras, que usa um novo sistema de ultrafiltração, melhorando significativamente a qualidade da análise e possibilitando a quantificação do material genético do vírus com maior confiabilidade, por meio do teste molecular RT-PCR - explica Alex Queiroz.

Os quatro pontos são considerados representativos para mapear todas as regiões da cidade e por refletirem a dinâmica dos bairros do seu entorno. A Estação Elevatória Confort (Praia dos Cavaleiros), representa uma área com perfil comercial e residencial da região sul; na ETE Centro, maior unidade de tratamento da cidade, será o ponto de coleta do afluente bruto que chega a estação e do efluente tratado após passar por todo processo; o HPM, por ser o hospital de referência para tratamento intensivo da Covid 19 no município, e a Estação Elevatória Principal do Lagomar, que é um bairro de grande adensamento populacional na região norte.

- Com o projeto, vamos desenvolver uma ferramenta que pode ser de extrema utilidade para as políticas de combate ao coronavírus. Os resultados vão servir como uma base de informações para o monitoramento da pandemia em Macaé - pontua Sinval Andrade, diretor da BRK Ambiental no Rio de Janeiro.

A Prefeitura de Macaé colocou à disposição as equipes técnicas das secretarias de Saúde, Saneamento e de Meio Ambiente. E o prefeito de Macaé, Dr. Aluizio, concorda que estes são dados importantes para colaborar para orientar políticas de combate ao vírus da Covid-19:

- A necessidade de mais informações acerca da Covid-19 é um novo desafio. E a parceria para o levantamento de dados tão relevantes se alia às demais ferramentas que estamos utilizando para fazermos o melhor no combate a esta doença – disse Dr. Aluizio quando o projeto foi apresentado em agosto.

A pesquisa inédita é realizada em parceria pela BRK Ambiental, concessionária responsável pela coleta e tratamento de esgoto na cidade, o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde (ISI QV), ligado à Firjan SENAI, e a Vitaltec Engenharia. A ação de prevenção e combate ao novo coronavírus conta com o apoio da Prefeitura Municipal e financiamento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII).

 

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