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Caderno D

História de Mercedes Baptista será contada no Teatro Sesi Macaé nesta quinta (20)

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Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio, é também  precursora da dança afro-brasileira pelo mundo

Daniela Bairros

A trajetória de Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio, é também precursora da dança afro-brasileira pelo mundo, será contada no Teatro Sesi Macaé na próxima quinta-feira (20), a partir das 20h.

O espetáculo vai contar a história de Mercedes Baptista, que a partir da década de 1940 se tornou a primeira bailarina negra a compor o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, além de ser a responsável pela disseminação das alas coreografadas do carnaval carioca.

A artista foi a fundadora do Ballet Folclórico Mercedes Baptista, no Rio, que inaugurou uma nova perspectiva da dança moderna no Brasil. Inicialmente formado por negros, o grupo ganhou notoriedade e respeito apresentando-se não somente no país, mas por boa parte da América do Sul e da Europa, sendo responsável por inserir nomes como Elza Soares, Ruth de Souza e Léa Garcia no cenário cultural da época. Além disso, viajou pelo mundo divulgando e ensinando a dança afro-brasileira.

A apresentação agrega manifestações artísticas como teatro, dança e música, utilizadas como símbolos poéticos de ligação entre a formação clássica e o conhecimento de matriz africana. Uma narrativa em torno da construção da identidade negra na cultura brasileira, contada a partir de histórias reais e fictícias envolvendo a vida de Mercedes Ignácia da Silva Krieger.

O projeto é o primeiro de construção cênica do Grupo Emú, que reúne artistas interessados em investigar o cenário artístico contemporâneo sob a ótica da cultura negra, trazendo aos palcos o resultado de uma pesquisa dos movimentos coreográficos criados pela bailarina.

Desde sua estreia em maio de 2016, na Arena Espaço SESC, em Copacabana, o espetáculo foi visto por mais de 3 mil espectadores, participando de importantes festivais e mostras brasileiras, como a Benjamin de Oliveira, em Minas Gerais, e a Olonádé, no Rio de Janeiro. Uma viagem pela história da artista que só tem a contribuir para o resgate e a preservação da cultura negra brasileira.

Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). O Teatro Sesi Macaé fica na Alameda Etelvino Gomes, 155, Riviera.

Crédito: Divulgação

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