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Cabo Frio volta a rota dos transatlânticos em grande estilo

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Apesar da temporada 2017/2018 está apenas começando, a cidade já tem quatro escalas confirmadas para a temporada 2018/2019.

Cabo Frio retornou a rota dos transatlânticos com o pé direito. Apesar da temporada 2017/2018 está apenas começando, a cidade já tem quatro escalas confirmadas para a temporada 2018/2019. A notícia é de grande importância para a cidade, tendo em vista, a dificuldade que foi retornar a rota dos cruzeiros. Em 2016, Cabo Frio não recebeu nenhum navio por não atender as normas.

Para a secretária de turismo da cidade, Fabíola Bleicker, essas passagens pela cidade tem uma grande importância para a fomentação do turismo. “O turismo de cruzeiro não é importante apenas pelo impacto econômico, mas principalmente, como oportunidade de venda do destino. A cada temporada milhares de passageiros e tripulantes desembarcam nas cidades onde os navios fazem escalas para visitar, conhecer, fazer compras. Essas visitas costumam ser rápidas, porém determinantes para o retorno dos turistas. Por isso estamos qualificando nossos serviços, e principalmente o atendimento”, afirmou a secretária de Turismo, Fabíola Bleicker.

Para este ano, há um total de 12 escalas planejadas até o momento. O primeiro navio a chegar na cidade foi o MS Música, de bandeira italiana, com capacidade para 3.013 passageiros e 987 tripulantes. Já o MSC Poesia, de bandeira panamenha, chegou a Cabo Frio no primeiro dia deste ano. O navio trouxe a bordo 3.223 passageiros e 1.039 tripulantes, entre eles, muitos argentinos, que partiram do porto de Buenos Aires.

Já para a próxima temporada, O Marina, da Oceania Cruises, deve passar pela cidade em 13 de dezembro, durante cruzeiro de longo curso.

A importância dos cruzeiros para a economia - De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, o impacto econômico médio no Brasil gerado por cada cruzeirista nas cidades de escala é de R$ 559,80. Desse total, o maior gasto, segundo apurou a pesquisa, é com compras e presentes no comércio varejista, seguido de alimentos e bebidas, transporte e passeios turísticos.

O setor gerou, ano passado, mais de 25 mil empregos no Brasil que vão desde postos de tripulação nos navios a empregos diversos de forma direta, indireta e induzida, motivados pelos gastos dos turistas nas cidades onde os navios fazem escala.

A pesquisa da CLIA e da Fundação Getúlio Vargas revela também o perfil dos turistas de cruzeiros no Brasil: 90,9% no Brasil. A maioria é do estado de São Paulo (54,9%), seguida de Rio de Janeiro (16%) e Minas Gerais (6,3%). Entre os estrangeiros (9,1%) os argentinos são maioria (55%). O perfil mostra ainda que a maioria dos cruzeiristas têm ensino superior completo, trabalha em empresa particular ou pública, e tem faixa salarial familiar entre R$ 5 e R$ 10 mil.

A maioria dos entrevistados (64,9%) revelou ainda que tem disponibilidade de realizar cruzeiro na baixa temporada.

O crescimento da indústria de cruzeiros é uma tendência mundial. Segundo a CLIA, este ano a previsão é de transportar 25,8 milhões de passageiros no mundo. Em 2018, 16 novos navios entraram em serviço e, em 2019, o número será recorde, com 23 novos navios entrando em operação.

No ano passado o setor ultrapassou a projeção de passageiros, alcançando 24,7 milhões de viajantes, quando estavam previstos 24,2 milhões no mundo. Entre os destinos mais vendidos estão: Caribe (35%), Mediterrâneo (18.3 %), Europa (11.1 %), Ásia (9.2 %), Austrália, Nova Zelândia e Pacífico (6.1 %), Alasca (4.2 %) e América do Sul (2.5 %).

 

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