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Caderno D

A morada do saber

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Vivemos atualmente em um mundo cada vez mais conectado, mais moderno, onde os avanços tecnológicos se fazem presente a cada minuto das nossas vinte e quatro horas. Ao mesmo tempo, podemos perceber um aumento no movimento que diz respeito à preservação de hábitos e costumes que são imprescindíveis e que precisam continuar a serem cultivados. Por uma questão de identidade e até para que, justamente, esses avanços, tenham sempre suas referências mantidas. Hoje o assunto é sobre um hábito vital para o nosso aprendizado. Ler. A forma como estamos lendo hoje em dia, é bem diferente. A internet veio como uma avalanche de informações e para dar conta de tudo isso, é necessário ter habilidade e mesmo assim, nunca se leu tão superficialmente como hoje. A famosa leitura dinâmica está se desenvolvendo, ao passo que ‘degustar’ um livro inteirinho, é um hábito que faz parte de um passado bem distante para a maioria das pessoas. E o símbolo maior de tudo isso, que resiste com o passar das décadas e que é o berço de toda a nossa cultura são elas, as nossas bibliotecas.

No corre corre do nosso cotidiano talvez nem lembremos mais delas, mas elas estão lá, também para nos recordar que todo o nosso aprendizado começa através dos livros e as bibliotecas são as casas, que cuidam desses tesouros.

Em Macaé, o trabalho para que as bibliotecas públicas continuem em plena atividade, não é fácil, mas é possível avançar. É possível preservar estes espaços e mais ainda, é possível conquistar novos. Vamos relembrar estes lugares? Mais que isso, vamos conhecer o que existe de mais novo em Macaé? Essa é a proposta do Caderno D de hoje.

Bom, a primeira Biblioteca Pública Municipal de Macaé, foi criada a partir da Biblioteca Popular de Macaé, que foi inaugurada em 1876. Em Abril de 1941, através do decreto nº2, foi criada e instalada, com cerca de 1500 volumes, a então Biblioteca Pública Municipal Dr. Télio Barreto, que funciona na rua que leva o nome de seu patrono. Ela fica localizada bem no coração da cidade, onde mensalmente, mais de dois mil leitores utilizam o espaço para consumir cultura, através de cerca de 400 livros que são emprestados, mas também existem outras, em várias localidades e que vale sabermos um pouco mais sobre elas.

Quem também colabora para que estes espaços permaneçam ativos, é a Fundação Macaé de Cultura(FMC), que através de um belíssimo trabalho, reativou recentemente as bibliotecas de alguns distritos da Região Serrana, como Glicério e outra no Sana, dentro da agência de serviços, Macaé Facilita.

No bairro Parque Aeroporto, a Biblioteca Tarsila Poiares da Silva, conta com um acervo de aproximadamente 5 mil livros entre literatura, dicionários, enciclopédias, além de uma variedade grande de revistas e jogos didáticos. E por falar em acervo, ano passado, Macaé ganhou um acervo literário muito interessante, composto por mil exemplares, que foram doados pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (Seb) e ao receber a coletânea com 500 títulos, a Fundação distribuiu entre todas as bibliotecas da cidade.

O objetivo desse trabalho imenso que é de preservar estes preciosos espaços, é proporcionar a leitura como fonte de ajuda no desenvolvimento intelectual e emocional das pessoas, possibilitando também o contato com outras culturas, além de contribuir para que todos escrevam e interajam melhor. São cerca de 30 mil livros disponíveis em Macaé, prontinhos para que todos possam usufruir e se divertir, afinal, ler também é diversão.

Mariana Abrantes

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