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Brincar: “Essa moda pega”

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Essa semana falaremos da importância do lúdico. Mas, o que seria o lúdico? O lúdico é relativamente ligado ao jogo, ao brincar, onde visamos mais ao divertimento que a qualquer outro objetivo, pois, através do divertimento, estabelecemos a relação de vínculo, que é extremamente importante para uma boa terapia. O brincar terapêutico tem sido objeto de estudo nas diferentes linhas teóricas da Psicologia, como a Psicanálise, Cognitivo Comportamental e o Humanismo, sendo considerada como mais uma possibilidade nos atendimentos. Quando falamos de divertimento, estamos falando também de atividades terapêuticas, essas que elaboramos nos consultórios para avaliar e trabalhar a psicomotricidade, o desempenho, as emoções, as disfunções, entre outros de acordo com as queixas relatadas pelo responsável. Lembrando que durante cada atividade elaborada existe o que chamamos na Terapia cognitiva comportamental de psicoeducação, que se trata de uma ferramenta terapêutica que explica temas tratados no processo de forma fundamentada e organizada; para que tenha um bom entendimento e junto ao trabalho elaborado no consultório, seja aplicado em casa. O brincar traz essa relação corpórea junto à imaginação, se libertando das limitações vistas no seu mundo real, desenvolvendo expressões livres e relatando o que se trata em seu estado emocional, promovendo uma boa saúde mental. O ato de brincar para Vygotsky (1991) cria a chamada “zona de desenvolvimento proximal”, que impulsiona a criança para além do estágio de desenvolvimento que ela já atingiu. Ao brincar, a criança se apresenta além do esperado para a sua idade e mais além do seu comportamento habitual. A brincadeira é aprendida e desenvolvida do período fetal, quando algumas atividades como sugar o dedo, chutar, entre outras coisas são realizadas até a vida adulta, se renovando e aprimorando de acordo com a nova hera. Com isso conseguimos observar a importância e a necessidade do brincar, observando com outros olhos que através disso diferentemente dos adultos as crianças criam novas estruturas de desenvolvimento possibilitando novos empenhos. Vale ressaltar que as brincadeiras lúdicas também podem ser feitas em adolescentes, adultos e idosos de acordo com o caso presente.  Dúvidas, sugestões e esclarecimentos podem ser enviados para o e-mail contido no artigo.

Kimily Marinho da Silva

Psicóloga cognitiva comportamental

CRP 05/57830

Kimily__marinho@hotmail.com

Soraya Karyme Carvalho de Jesus

Psicóloga Analítica Junguiana

CRP 05/58593

skaryme_psi@yahoo.com.br

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