A Coordenadoria Especial de Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde de Macaé, divulgou, nessa semana, o resultado do Levantamento Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), com um índice de Infestação Predial da cidade de 0,7, condição considerada de baixo risco pelo Ministério da Saúde.
Segundo a prefeitura, o recolhimento das amostras do LIRAa foi realizado entre os dias 2 e 7 desse mês, em 5.596 imóveis, dos quais apenas 38 foram positivos para o Aedes aegypti, e outros 54, positivos para o Aedes albopictus na área urbana.
Coordenador especial de Vigilância Sanitária de Macaé, Flávio Muniz contou que, na área rural, foram visitados 433 imóveis, onde foram encontradas 12 amostras para Aedes albopictus, também chamados de mosquito tigre asiático, que também é considerada vetor das doenças da dengue, zika e chikungunya.
“Na área urbana, os imóveis foram distribuídos em 13 estratos, abrangendo todas as 26 localidades comportadas nos 26 bairros considerados dentro do perímetro urbano. Em 10 localidades foram encontrados focos do Aedes aegypti dentro dos imóveis”, divulgou o município.
Apesar do resultado considerado baixo, Flávio Muniz faz um alerta à população, lembrando que, no período de chuvas de verão, os cuidados devem ser redobrados, pois a proliferação de ovos pode aumentar com o acúmulo de águas paradas.
“Quando o resultado apresenta o índice de 0,9, nós realizamos o bloqueio por meio do carro fumacê, que deve ser usado de forma equilibrada, pois o inseticida é muito forte e elimina outros insetos”, esclarece Flávio Muniz.
O coordenador especial de Vigilância Sanitária ressalta ainda que as ações do governo e a participação da população são importantes para que Macaé se mantenha como uma referência no controle da dengue e de outras doenças trazidos pelos mosquitos.
“Com a realização de tais ações e do suporte necessário para realização das mesmas, o município poderá continuar a ser referência no controle da dengue e, com isso, surgirá a oportunidade de crescimento em outras frentes de trabalho, executadas pelo setor. Para isso, contamos com o auxílio de todos, poder público, área privada, ONGs (Organizações Não Governamentais), associações de moradores, e a população em geral”, acrescentou Flávio Muniz.
Com base nos resultados do LIRAa, que é um método simplificado de amostragem que tem o objetivo de facilitar a obtenção de informações para o controle da dengue, o órgão da Secretaria de Saúde afirma que pretende intensificar as ações educativas com abrangência municipal.
Segundo a prefeitura, esse método do LIRAa permite a captura de dados, associados a erros aceitáveis de forma simples e rápida, permitindo que programas de combate à dengue direcionem as ações de controle para as áreas críticas, ao mesmo tempo em que avaliem as atividades desenvolvidas, permitindo o melhor aproveitamento de pessoal e de materiais.
“O depósito positivo predominante no município foi do Grupo A, subgrupo A2, que são os depósitos ao nível do solo (caixa d’água, tambor, tonel e etc.), com frequência percentual de 26,8%. Já o Grupo B (depósitos móveis: vasos, frascos com plantas e etc.) obteve 14,6% juntos, atingindo 41,2% dos criadouros positivos. Os demais criadouros foram do Grupo A, subgrupo A1(caixa d’água elevada), com 2,4%. O Grupo C (tanques, ralos, sanitários e etc) também registrou 2,4%. O Grupo D, subgrupo D1 (pneus e outros materiais rodantes), atingiu a marca de 24,4%. O subgrupo D2 (lixo, descartáveis, sacolas plásticas, latas e etc) ficou com 29,3%”, detalhou o município.