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Câmara Municipal de Macaé discute pedofilia em audiência pública

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Audiência solicitada pelo vereador Julinho do Aeroporto contou com representantes da segurança pública

 

Da Redação

 

O tema da pedofilia foi abordado em audiência pública realizada na noite da última quinta-feira, 31, na Câmara Municipal de Macaé. O evento foi solicitado e presidido pelo vereador Julinho do Aeroporto (PMDB), vice-presidente da Câmara.

“As informações reunidas aqui resultarão numa carta de intenções que será levada ao prefeito”, explicou Julinho.

A audiência contou com a presença do promotor de justiça de Minas Gerais, Carlos José Fortes, que viaja pelo país, divulgando a luta pela causa e também o site, www.todosconttraapedofilia.ning.com, onde Fortes contribui com a legislação nacional que combate a pedofilia.

“A Constituição, no Artigo 227, garante prioridade absoluta para a proteção à criança”, disse Fortes.

O promotor aproveitou para apresentar slides com informações, imagens e relatos de situações de grande impacto sobre a crueldade contra os pequenos.

“Geralmente, temos a impressão de que tudo isso acontece apenas entre pessoas menos favorecidas, mas ocorre da mesma forma com gente muito rica e estudada”, alertou Fortes.

Ainda segundo o promotor, os criminosos são na maioria homens, mas há casos envolvendo mulheres, principalmente, no agenciamento de crianças para a exploração sexual. Casos chocantes foram citados também por outros participantes da audiência.

“Temos situações relatadas em 30% das famílias que atendemos”, revelou a Secretária de Assistência Social de Conceição de Macabu, Marília Bastos Nunes.

O Delegado da 123ª Delegacia de Polícia Civil (123ª DP), Filipi Poeys, que também esteve presente ao evento, apresentou dados da pedofilia na cidade de Macaé. Segundo ele, em 2016 e 2017, a polícia registrou 48 casos, 34 de meninas, 14 de meninos, entre 1 e 17 anos de idade.

Ainda de acordo com Poeys, os crimes foram cometidos principalmente por padrastos, seguidos de amigos, primos, professores/funcionários da escola, vizinhos, namorados da mãe e pelos próprios pais.

“Não temos na cidade uma política de proteção eficiente às crianças, além do Conselho Tutelar”, concluiu o delegado.

O evento contou com a presença da Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Macaé, Tatiana Pires, que já foi conselheira tutelar, bem como dos vereadores Val Barbeiro (PHS), Neto Macaé (PTC), além do vereador de Conceição de Macabu, Guta Barbosa (PTB), e autoridades e representantes de órgãos e de entidades que combatem a violência sexual contra crianças e adolescentes em Macaé, Conceição de Macabu e Carapebus.

Foto: Ivana Gravina

 


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