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Polícia apresenta suspeitos de planejarem e executarem morte de universitária em Campos

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Wermison Carlos Sigmaringa Ribeiro, de 19 anos, Marcelo Henrique Damaceno de Medeiros, de 25 anos, Igor.M.S., de 20 anos e Luana Sales, de 24 anos, foram apresentados hoje (23), na sede na 146ª DP (Guarus)

 

Bertha Muniz

 

O delegado da 146ª Delegacia Policial de Guarus (146ª DP), Luís Maurício Armond e o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM), tenente- coronel Fabiano Santos, apresentaram na manhã desta quarta-feira (23), os quatro suspeitos de planejarem a executarem a morte da universitária Ana Paula Ramos, de 25 anos, baleada no último sábado (19), durante um falso assalto na Praça do Parque Rio Branco, em Guarus, distrito de Campos.  Ela levou um tiro na cabeça e dois no tórax e morreu na noite de segunda-feira (21), no Hospital Ferreira Machado (HFM), onde estava internada.  Wermison Carlos Sigmaringa Ribeiro, de 19 anos, Marcelo Henrique Damaceno de Medeiros, de 25 anos, já estão na Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, em Campos. Igor.M.S., de 20 anos e Luana Sales, de 24 anos, continuam detidos na carceragem da delegacia onde passam por acareação.

 

 

Durante coletiva de imprensa realizada na sede da 146ª DP, o delegado Luís Maurício Armond, afirmou que as linhas de investigação apontam para um crime passional. “Intrigas, inveja e ameaças entre a vítima e a suposta mandante do homicídio são fatos que podem ser levados em consideração, mas ainda não estão concluídos, pois não foram esclarecidos. O que foi elucidado é que Luana teria sido a mandante do crime. Ela foi identificada pelos executores do homicídio e pelo intermediário da ação”, esclareceu o delegado.

 

Luana Sales é cunhada da vítima. Ela trabalha em uma agência bancária em Campos e casou com o irmão de Ana Paula em novembro do ano passado.

 

Segundo a Polícia Civil, dias antes do crime, Luana teria entrado em contato com Marcelo, o intermediário do falso assalto. Ele é casado com uma amiga de infância da suposta mandante. Por telefone, eles marcaram um encontro com Wermerson e Igor, os dois executores, para um dia antes do homicídio. No encontro, Luana teria pago R$ 2 mil reais a dupla. O restante do pagamento, avaliado em R$ 500, seria feito no dia do falso assalto. Segundo a polícia, duas testemunhas oculares presenciaram a reunião.

 

A esposa de Marcelo teria dito em depoimento, que Luana sugeriu a versão do assalto para que não desconfiassem que ali teria um planejamento de uma execução fria  e macabra em razão das relações familiares.

Ana Paula foi atraída até a pela cunhada, que pediu para que a vítima a acompanhasse na escolha de um vestido em que iria usar no próprio casamento dela. Luana seria madrinha de Ana Paula. Segundo a Polícia Civil, a mandante sugeriu a vítima que passasse antes em uma obra na sua casa. Depois, Luana convidou Ana Paula para tomar um sorvete na Praça Rio Branco, local do crime. O sorvete, segundo a polícia, era o sinal combinado para que os executores matassem a universitária.

Após simularem o assalto, Igor e Wermison atiraram em Ana Paula, mesmo ela tendo entregue o seu aparelho celular a dupla. Antes, eles receberam o restante do pagamento das mãos de Luana, que segundo depoimento de Wermison, estava tranquila.

Luana foi detida em sua própria residência no sábado (19), após a polícia descobrir que a morte de Ana Paula não se tratava de um latrocínio (roubo seguido de morte) e sim de um homicídio qualificado. De acordo com o delegado Luís Maurício Armond, Igor e Luana permanecem em silêncio quando são interrogados. Armond acredita que as investigações estão praticamente concluídas, faltando apenas algumas acareações. “Em breve fecharemos este inquérito para que possamos remetê-lo ao Ministério Público e a denúncia seja apresentada para que os suspeitos sejam levados a Júri”, esclareceu o delegado.

O noivo de Ana Paula, Marcos Rafael Bessa, e o marido de Luana, Paulo Roberto Ramos, irmão da vítima, prestaram depoimento hoje (23) na 146ª DP e segundo a polícia, serão ouvidos novamente para serem acareados e confrontados.  Segundo o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), Ana Paula não estava grávida.

 


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