Voltaram a crescer os rumores de que o PT pode estar planejando a expulsão do prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), de suas fileiras após as eleições gerais, marcadas para acontecer em outubro desse ano.
A informação, que já tinha sido divulgada pelo jornalista Matheus Teixeira, da CNN, em fevereiro desse ano, voltou a ser assunto nos bastidores da política após publicação do jornalista Lauro Jardim, em seu blog, no jornal O Globo.
De acordo com a CNN, em fevereiro, o prefeito de Maricá era alvo de 4 processos internos no partido, mas a relação teria azedado de vez, seguindo Jardim, depois da intervenção do PT no diretório estadual do Rio, comandado por Quaquá.
Em maio, por 19 votos a 0, e 3 abstenções, a cúpula nacional do PT decidiu passar por cima do diretório estadual, contrariando decisões de Quaquá sobre os suplentes da chamada de Benedita da Silva (PT-RJ) na disputa pelo Senado.
Para o prefeito de Maricá e presidente do PT do Rio, os suplentes seriam o vereador do Rio, Felipe Pires (PT), e o cantor gospel e pastor Kléber Lucas (PT), nomes que teriam desagradado Benedita e feito o partido revogar a decisão estadual, de abril.
Entre processos internos apontados pela CNN em fevereiro estariam um por defender os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, condenados pelo assassinato da ex-vereadora do Rio, Marielle Franco (PSOL), outro por uma foto ao lado do então ministro da Saúde durante a pandemia do coronavírus, Eduardo Pazuello (PL-RJ), atual deputado federal, mais um pelo apoio público de Quaquá à uma operação do governo Cláudio Castro (PL) no Rio que terminou com 121 mortos, e por fim, um 4º sobre discussões internas.
De acordo com Lauro Jardim, a rixa pelo controle da suplência da candidatura ao Senado seria apenas o começo de um “inferno astral” que culminaria na expulsão do prefeito de Maricá da legenda após as eleições de outubro.