A Rede Sismológica Brasileira (RSBR) registrou 2 tremores na costa do Estado do Rio nos últimos dias, sendo os 2 próximos de Maricá, a cerca de 100 quilômetros (km) do litoral do município que comemora 212 anos com uma vasta programação até a próxima terça-feira, 26.
O 1º tremor foi registrado às 5h31 dessa quinta-feira, 21, de magnitude 3.3 na Escala Richter, enquanto o 2º aconteceu por volta das 6h50 dessa sexta-feira, 22, registrando magnitude um pouco mais baixa, de 3.1 na Escala Richter.
Segundo a página da RSBR no Facebook, não há relatos de que o sismo tenha sido sentido pela população, e apesar dos 2 tremores na região nas últimas 49 horas, também não há motivo para pânico na população e nos turistas que querem curtir os shows do aniversário da cidade.
Isso porque de acordo com sismólogo do Observatório Nacional (ON) e da RSBR, Gilberto Leite, esse tipo de evento é relativamente comum no Brasil e não representa risco significativo para a população.
“O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência, especialmente devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Na maioria dos casos, esses abalos têm baixa magnitude e não chegam a ser sentidos”, explicou Gilberto Leite.
O especialista revela ainda que o fenômeno é comum nessa região oceânica do litoral do país, chegando a ser até “relativamente frequente”, sem grandes impactos para as cidades do litoral fluminense.
“A margem sudeste do Brasil, em particular, é considerada a principal zona sísmica offshore do país, onde pequenos terremotos ocorrem de forma relativamente frequente”, contou ele.
Segundo o sismólogo, não é possível prever o comportamento da atividade sísmica na região, por isso não há como saber se ocorrerá um novo tremor, quando ele poderá acontecer ou qual será sua magnitude.
“O que sabemos é que o histórico de sismicidade dessa região é marcado principalmente por eventos de baixas magnitudes, como estes registrados recentemente. Além disso, seguimos monitorando continuamente a área por meio das estações sismográficas que a RSBR mantém distribuídas pelo Brasil”, finalizou Gilberto Leite.
Os abalos sísmicos foram registrados pelas estações da RSBR, coordenada pelo ON, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB), e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).