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Deputado do PT pede apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro e amplia crise política no Rio

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Reimont aciona PF e aponta risco de fuga após senador anunciar viagem aos Estados Unidos em meio a investigação sobre Daniel Vorcaro

O deputado federal Reimont (PT-RJ) pediu à Polícia Federal a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, do vereador Carlos Bolsonaro, de Jair Renan Bolsonaro, do deputado Mário Frias (PL-SP) e do ex-governador Cláudio Castro.

A representação foi apresentada nesta quinta-feira (21) após Flávio anunciar viagem aos Estados Unidos prevista para a próxima segunda-feira (25). Segundo aliados do senador, a agenda incluiria tentativa de encontro com o presidente norte-americano Donald Trump.

Reimont argumenta que a viagem amplia o risco de fuga em meio às investigações envolvendo a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, alvo de apurações ligadas ao Banco Master e à gestão de recursos do Rioprev.

Nos bastidores políticos de Brasília e do Rio, o movimento elevou a temperatura da crise ao atingir diretamente o núcleo político da família Bolsonaro e ampliar o desgaste sobre figuras ligadas ao bolsonarismo fluminense.

A representação menciona suspeitas sobre transferências milionárias atribuídas a Vorcaro e supostas conexões financeiras envolvendo projetos audiovisuais, emendas parlamentares e fundos ligados ao governo estadual.

Segundo o parlamentar petista, a viagem internacional do senador ocorre em um momento sensível das investigações e poderia dificultar eventual atuação das autoridades brasileiras.

A ofensiva também atinge Mário Frias, que atualmente está no Bahrein. O deputado foi intimado pelo ministro Flávio Dino para prestar esclarecimentos sobre emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse”.

Segundo informações do processo, a notificação judicial não teria sido entregue porque o endereço oficial informado à Câmara não corresponderia mais à residência do parlamentar.

Até o momento, não houve decisão judicial sobre o pedido de apreensão dos passaportes.

Nos bastidores do Congresso, aliados de Flávio Bolsonaro classificam a ação como tentativa de criminalização política da família Bolsonaro. Já integrantes da oposição afirmam que o caso pode abrir uma nova frente de pressão institucional sobre lideranças do PL em ano pré-eleitoral.

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