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Ações de busca da Polícia Civil encontram supostos cemitérios clandestinos em Rio das Ostras

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A Polícia Civil de Rio das Ostras realizou, na manhã dessa terça-feira, 12, uma série de ações de busca em terrenos da cidade depois de receber informações sobre a presença dos chamados cemitérios clandestinos do crime organizado.

Contando com a participação de policiais, peritos, guardas municipais e cães farejadores de Casimiro de Abreu, Itaperuna e Carapebus, as ações visavam identificar possíveis locais de desova de corpos e restos mortais.

Um desses locais ficava no bairro Cláudio Ribeiro, onde um grupo de agentes encontrou diversos materiais suspeitos que poderiam indicar o uso do terreno como cemitério clandestino do crime organização na cidade.

“Não apenas fazendo diligências apenas lá, essa é uma parte dessas diligências, e encontramos fitas adesivas, que suspostamente, poderiam amarrar alguém. Facas, roupas com sangue, vários materiais, um, em especial, que é feito para amarrar mãos das pessoas, então a gente está reunindo todo esse material, está indo para a perícia. Vamos ver se é possível fazer exame de DNA em alguns desses [materiais] daí”, revelou o delegado Luís Armond, da 128ª Delegacia de Polícia Civil (128ª DP), de Rio das Ostras, em entrevista ao jornalista Leandro Pereira, do LPNews.

Em um vídeo da ação policial ao qual a reportagem teve acesso na manhã dessa terça, é possível ver peritos averiguando materiais encontrados na mata, como rolos de fitas adesivas que poderiam ser usadas para prender pessoas.

“Tá vendo como tá esbranquiçado? Muito umidade. Não sei se, de repente, a papiloscopia conseguiria pegar alguma coisa”, diz um dos peritos, ao verificar o rolo de fita com auxílio de um material de investigação.

As primeiras informações dessa manhã davam conta de que as investigações poderiam estar ligadas ao caso de desaparecimento da estudante de enfermagem, Paloma Fragoso Gonçalves, de 28 anos, que chocou a cidade no fim do ano passado.

Ela teria sido vista pela última vez no último dia 6 de dezembro de 2025, quando deixou a moradia estudantil do campus de Rio das Ostras da Universidade Federal Fluminense (UFF), supostamente em direção ao bairro Âncora.

Em março desse ano, um parecer do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), que sido obtido pelo G1, se manifestava favoravelmente a uma série de medidas solicitadas pela Polícia Civil, que envolviam quebra de sigilo telefônico, telemático e bancário, além de análises de dispositivos eletrônicos de Paloma e pessoas próximas.

Ao LPNews, o delegado da 128ª DP falou sobre o caso e as possíveis ligações com o desaparecimento de Paloma, que, em março desse ano, foi tema de manifestações de estudantes da UFF na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106).

“Existiam informações nesse inquérito de locais, possíveis locais onde poderiam estar restos mortais, não apenas dela, da Sra. Paloma, mas também de outras pessoas. O papel da Polícia Civil hoje é buscar essas informações, tirar essas dúvidas, se realmente ali se encontra ou não”, explicou Luís Armond.

Sem confirmar se as buscas resultaram na localização de corpos ou restos mortais, além de materiais que podem ter sido usados em crimes de execução e ocultação de cadáveres, o delegado falou das dificuldades encontradas em tão pouco tempo no comando das investigações.

“Pegamos essa investigação há pouco menos de 30 dias. Eu sei que o fato ocorreu em dezembro, mas assumimos aqui há bem menos tempo. Estamos procurando dar efetividade às coisas que deveriam ter sido feitas. Então, por exemplo, vamos verificar se existe algum corpo, alguma coisa lá, vamos dar andamento a outros setores dessa investigação. O que puder ser feito pela Polícia Civil, em breve daremos um retorno para a comunidade o mais rápido possível”, afirmou Luís Armond.

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