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Time 100% indígena de Maricá, E.C. Originários vira notícia internacional

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Depois de ter um time na elite estadual desde 2025, com o Maricá, que iniciou a Série D do Brasileirão 2026 na liderança do seu grupo, à frente de equipes mais tradicionais como Nova Iguaçu e XV de Piracicaba, a cidade de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, virou manchete internacional no futebol, mas por outro time.

Bem mais modesto, o Ceres/ECO, fruto de uma parceria entre o Ceres Futebol Clube, de Bangu, na capital fluminense, e o Esporte Clube Originários (ECO), de Maricá, será o 1º time profissional do país formado apenas por jogadores indígenas.

Apadrinhada por nomes como Gabriel, o Pensador, a iniciativa do Ceres/ECO se prepara para fazer sua estreia profissional pela Série C do Cariocão, a 5ª divisão estadual, diante do Barcelona, de Curicica, no próximo dia 3 de maio.

Depois de fazer sucesso sendo tema de reportagens do GE e na ESPN Brasil, o time, que chegou a fazer um jogo contra um Combinado 19 de Abril, no Estádio Municipal João Saldanha, em Ponta Negra, em Maricá, como parte das comemorações pelo Dia dos Povos Indígenas desse ano, virou notícia internacional.

Nessa semana, o Ceres/ECO foi notícia do site oficial da plataforma OneFootball, considerada uma das maiores sobre futebol no mundo, com mais de 200 milhões de usuários mensais, oferecendo cobertura de mais de 100 ligas pelo planeta.

“E.C. Originários, all-Indigenous side from Maricá, to debut in Rio’s Série C”, escreveu o site nessa quarta-feira, 22, citando uma reportagem do GE, da Globo, sobre o mais novo xodó futebolístico da cidade de Maricá.

Em tradução livre, o título da matéria, que repercute o texto do GE, poderia ser algo como “E.C. Originários, time totalmente indígena de Maricá, estreia na Série C do Rio”, em que descreve a história do time que conta com mais de 80% do elenco formado por indígenas de fora do Estado do Rio e pelo menos 14 etnias diferentes.

Apesar da parceria com o Ceres, o ECO acabou ficando com a vaga do time de Bangu, que não tinha intenção de disputar a competição desse ano, evitando assim ter que pagar os cerca de 1,3 milhão de reais para registrar o clube.

Os valores são referentes às taxas de filiação na Federação de Futebol do Estado do Rio (FERJ), no valor de 500 mil reais, e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no valor de 800 mil reais, que o ECO não precisrá desembolsar por jogar a 5ª divisão com a inscrição do Ceres, que também emprestá os uniformes ao ECO.

Enquanto o “primo indígena” – e agora mais famoso – da cidade se prepara para a estreia na Série C estadual, o Tsunami, como é conhecido o time do Maricá, segue em busca de garantir a classificação para a próxima fase do Brasileirão Série D.

Nesse sábado, 25, a equipe vai ao interior paulista para enfrentar o XV de Piracicaba, pela 4ª rodada do Grupo A14, e valendo a liderança, já que o Maricá lidera a chave com 7 pontos, seguido de perto pelo XV, que tem 5 pontos, e ocupa a 2ª posição.

A classificação do grupo tem ainda Velo Clube (SP), em 3º, e Sampaio Corrêa, de Saquarema, em 4º, empatados com 4 pontos, seguidos de Noroeste (SP), em 5º, com 2, e Nova Iguaçu, em 6º, na lanterna, com apenas 1 ponto.


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