A prisão, nessa terça-feira, 7, do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (UNIÃO), pela Polícia Federal (PF), parece ter enterrado de vez a chapa da família Bolsonaro para concorrer às duas cadeiras fluminenses no Senado.
Pré-candidato a senador no Rio, Márcio Canella era uma das principais esperanças bolsonaristas para ocupar as cadeiras, juntamente com o ex-governador Cláudio Castro (PL), que abandonou a disputa após investigações da PF apontarem sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apontado como braço político em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis no Rio, Márcio Canella foi preso por porte ilegal de arma, depois que agentes federais encontraram em um de seus carros de luxo um fuzil de calibre restrito das Forças Armadas.
Com a prisão dele, a chapa, que já tinha sido prejudicada pela renúncia de Castro, agora se desintegrou de vez, já que o PL do Rio não conseguiu chegar a um consenso sobre o nome que substituiria o ex-governador do Rio na disputa pelo Senado.
Nomes como os do senador Carlos Portinho (PL-RJ) e do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) seguem especulados para assumir a candidatura do partido, mas sem parecer demonstrar a força que a direita esperava com Castro e Canella.
Novas informações divulgadas pela jornalista Leticia Fernandes, na coluna de política do Estadão, davam conta de que essa decisão sobre o candidato do PL pode sair ainda nessa semana, após uma conversa entre o pré-candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e seu pai, atualmente preso em regime domiciliar, Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Enquanto o nome não sai, outras informações dos bastidores da política fluminense apontam possibilidades, como a manutenção da esperança em Márcio Canella, como lideranças do PL do Rio teriam revelado ao portal Metrópoles.
Segundo esses “caciques”, a decisão seria de esperar o União Brasil, partido de Canella, se posicionar sobre a pré-candidatura do ex-prefeito de Belford Roxo, sob alegação de que é preciso calma para tratar de retirada de apoio.
Já a jornalista do Estadão afirma que fontes bolsonaristas já se movimentariam para apoiar o ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella (REPUBLICANOS), que confirmou sua pré-candidatura depois de uma liminar do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspender sua inelegibilidade.
De acordo com ela há quem diga, inclusive, que essa seria uma “saída honrosa” para salvar a chapa montada por Flávio Bolsonaro, indicando ainda a possibilidade de colocar como suplente de Crivella a ex-vereadora do Rio, Rogéria Bolsonaro (PL), mãe de Flávio, Eduardo e Carlos, que atualmente é suplente da chapa de Canella.
Em pesquisa eleitoral recente divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas no último dia 2 de julho, Crivella, inclusive aparece como o nome da direita mais bem colocado, com 25,9% das intenções de voto, o mais próximo da líder, Benedita da Silva (PT-RJ), com 33%, e à frente de Canella, que tinha 21,9%, praticamente empatado com Pedro Paulo (PSD-RJ), com 21,5%.
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