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Presidente da Alerj, Douglas Ruas volta a criticar declarações de Lula, agora em plenário

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado estadual Douglas Ruas (PL), voltou a falar sobre a polêmica envolvendo uma declaração do presidente Lula (PT-SP) durante um evento no Rio, de que se a Alerj elegesse o governador interino, “ia vir um miliciano”.

No fim de semana, pelas redes sociais, Ruas já havia se manifestado e voltou a criticar a fala do presidente da República no plenário da Alerj, nessa terça-feira, 26, mas de maneira bem mais comedida, como exige a “liturgia do cargo”.

Durante seu discurso na sessão dessa terça, o presidente da Alerj afirmou que a Casa respeita as instituições da República e espera o mesmo respeito de todas as demais autoridades do país, incluindo o presidente.

“É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro. A Alerj é uma instituição democrática, legítima e merece respeito”, argumentou Douglas Ruas.

Deixando de lado o fato de que 12 deputados estaduais do Rio foram presos pela Polícia Federal (PF) nos últimos 9 anos, com os 3 últimos investigados por envolvimento com o Comando Vermelho, o presidente da Casa reforçou que todos os parlamentares chegaram ao Legislativo pelo voto popular.

“Aqui estão reunidos mais de 3 milhões de votos. Quando o presidente nos ataca de forma generalizada, é um ataque ao povo fluminense”, afirmou Douglas Ruas.

O deputado, que é pré-candidato ao Governo do Estado do Rio, disse ainda que, caso Lula tenha suspeitas contra algum parlamentar, que ele apresente denúncias formais, novamente citando o caso como desrespeito.

“Fomos desrespeitados sem qualquer prova. Que o Lula possa refletir sobre a sua declaração e, quem sabe, se retratar”, completou Ruas.

O presidente da Alerj também relacionou os problemas de segurança pública do Rio à ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas pelo país, além de pedir união.

“O momento exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade, e não declarações que estimulem divisão política ou prejulguem instituições”, contemporizou Ruas.

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