Vereadores da federação PT-PV trocam cobranças após declarações envolvendo Lindbergh Farias e ex-vereadores; debate terminou em tom de distensão
A sessão desta terça-feira (26) na Câmara de Macaé teve um momento de tensão política entre vereadores da própria federação formada por PT e PV. O episódio começou durante o Grande Expediente, após declarações do vereador Amaro Luís (PV) envolvendo o Lindbergh Farias e críticas a posicionamentos ligados ao Partido dos Trabalhadores.
Amaro afirmou, se referindo a dois ex-vereadores macaenses ligados ao PT, ter sido alvo de interpretações distorcidas sobre falas anteriores e disse que suas declarações foram retiradas do contexto. O discurso teve tom crítico e abriu uma discussão política com acenos ideológicos no plenário.
A reação veio da vereadora Leandra Lopes (PT), que saiu em defesa do Partido dos Trabalhadores, e lembrou ao colega que os dois partidos integram a mesma federação nacional.
“Essa conjuntura também ajudou a elege-lo.”, afirmou Leandra, em referência à aliança entre PT e PV nas eleições.
O clima ficou mais sensível por alguns minutos, mas sem confronto direto. Ao voltar à tribuna, Amaro afirmou que Leandra também não havia compreendido exatamente o sentido de sua fala e buscou reduzir a tensão.
“Se eu não me expressei da forma mais clara, peço desculpas a quem se sentiu atingido. Especialmente à vereadora Leandra, que respeito muito nesta Casa”, declarou.
Leandra ouviu a retratação em tom sereno, e a discussão terminou sem escalada entre os parlamentares.
O episódio ocorreu em uma sessão marcada por debates sobre diferentes frentes da cidade.
Mais cedo, a própria Leandra teve aprovado o Requerimento 287/2026, cobrando medidas de prevenção à violência contra profissionais da educação após o relato de agressão sofrida por uma professora da rede.
“Não há como falar em qualidade na educação sem cuidar dos profissionais”, afirmou.
O vereador Tico Jardim (CIDADANIA) apoiou a pauta e voltou a defender gratificação de difícil acesso para professores que atuam em escolas da Região Serrana.
Outro tema que mobilizou o plenário foi a ressaca que atingiu o bairro da Fronteira. Rond Macaé (PSDB) relatou a retirada de dezenas de moradores da área e elogiou o trabalho da Defesa Civil.
O presidente da Câmara, Alan Mansur (PSB), afirmou que o avanço do mar na região é um problema histórico sem solução simples.
“Não dá mais para ignorar a realidade daquela área”, disse.
Já Luciano Diniz (CIDADANIA) citou estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre o avanço das águas e afirmou que o município já conduz processos ligados ao programa Compra Assistida para retirada de famílias de áreas de risco.
No fim, a sessão mostrou uma Câmara atravessada por temas distintos — da educação ao avanço do mar —, mas foi a breve tensão ideológica entre aliados da mesma federação que acabou dominando os bastidores políticos do plenário.
Leave a Comment