Fim da linha para a pré-candidatura de Cláudio Castro (PL) ao Senado. Pelo menos é que o indica uma declaração do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto (PL-SP), ao portal Metrópoles, nessa quinta-feira, 28.
Sobre a decisão do nome do substituto, Valdemar Costa Neto teria respondido apenas “O Rio que resolve”, sem entrar em detalhes sobre quais nomes poderiam disputar a vaga aberta dentro do partido para a cadeira do Senado.
O ex-governador do Rio, alvo de duas operações da Polícia Federal (PF) em menos de 15 dias, a última delas nessa segunda-feira, 25, por envolvimento com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, já teria comunicado a decisão de desistir da disputa eleitoral.
A decisão teria sido anunciada tanto para Costa Neto quanto para o presidente do partido no Rio, o deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), sob a justificativa de tirar um tempo para se dedicar à família e à sua defesa diante de tantas investigações.
Nos bastidores, dirigentes do PL teriam avaliado que a situação se tornou insustentável, especialmente depois da última operação da PF, que investiga repasses de 3,691 bilhões de reais da gestão Castro no Rio para o Banco Master de Vorcaro.
De acordo com documentos da Procuradoria-Geral da República (PGR), os repasses teriam sido feitos pelo Fundo Único de Previdência do Estado do Rio (Rioprevidência) e da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae).
Além disso, o partido estaria preocupado com o impacto das investigações na já prejudicada imagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vê sua pré-candidatura à presidência despencar nas pesquisas, especialmente depois de informações sobre sua ligação próxima com Vorcaro e o Caso Master.
Segundo correligionários, a prioridade dentro do PL é tentar evitar que o desgaste jurídico envolvendo o ex-governador contamine ainda mais a montagem do palanque de Flávio Bolsonaro no Estado do Rio.
Mesmo antes da decisão dessa quinta-feira, 28, a candidatura de Cláudio Castro era vista com desconfiança, já que ele ficou inelegível por 8 anos após ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022.
Segundo Metrópoles, integrantes da cúpula do PL do Rio vinham dizendo que a avaliação interna era de que a situação do ex-governador ainda poderia se agravar e que haveria “mais por aí”, o que também colocaria em xeque a campanha de Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao Governo do Estado.
Além dos repasses bilionários da gestão Castro para o Master, mensagens divulgadas pela GloboNews mostravam reuniões entre Vorcaro e Castro em Nova York, comprovando a proximidades do ex-governador e do ex-banqueiro.
A operação envolvendo o Banco Master ocorreu apenas 11 dias depois de outra operação da PF, iniciada no último dia 15, que investiga o uso da máquina pública do Estado do Rio sob o comando de Castro para beneficiar a refinaria Refit em esquemas de fraudes fiscais que são investigadas até mesmo pela Interpol.
“Acabou. Ele está muito enrolado e vai piorar”, resumiu um dirigente do PL ao Metrópoles, nessa quinta.
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