Depois de confirmar, nessa quarta-feira, 15, o nome do senador Carlos Portinho (PL-RJ) para disputar a reeleição no lugar do ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), o partido do clã Bolsonaro já anunciou o suplente da chapa.
O nome escolhido foi o do deputado estadual Samuel Malafaia (PL), irmão do pastor Silas Malafaia, no que pode ser lido como uma clara tentativa de apaziguar os ânimos do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).
Silas Malafaia vem mostrando publicamente seu descontentamento com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a presidência desde junho, quando chegou a dizer que “não passa a mão na cabeça de corrupto de direita”, antes de dizer que sua frase foi tirada de contexto.
A declaração durante uma entrevista do podcast PodCrê, teria sido dada diante os escândalos de corrupção envolvendo a ligação de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, preso em março pela Polícia Federal (PF).
O nome de Carlos Portinho teria sido escolhido a dedo pelo próprio Flávio Bolsonaro nessa terça-feira, 14, e confirmado por diversos correligionários, como o ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho (PL), apontado nos bastidores como nome forte para ser vice-governador na chapa do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, o deputado estadual Douglas Ruas (PL).
“Muito feliz com a notícia de que o senador Carlos Portinho será o candidato do PL; desde o início defendi publicamente o seu nome. Sua atuação sempre foi séria e comprometida com as cidades do interior do Estado. Sua posição firme e coerente com o próprio partido te credencia a seguir esse projeto, que você herdou como suplente do saudoso Arolde de Oliveira. Conte comigo, meu amigo Carlos Portinho, você é acessível e foi o senador que mais ajudou a cidade de Campos no período em que fui prefeito”, publicou Wladimir nas suas redes sociais, nessa quarta.
Como lembrou o ex-prefeito de Campos, Carlos Portinho assumiu a cadeira no Senado como suplente de Arolde de Oliveira (PSD-RJ), falecido em 2020, vítima de falência múltipla de órgãos em decorrência do coronavírus.
Segundo a Veja, Carlos Portinho sempre quis se candidatar ao Senado, mas havia sido preterido por causa de Cláudio Castro e da composição com a Federação União Progressista, dos partidos UNIÃO e PP, que parece estar se distanciando de Flávio Bolsonaro nos últimos dias.
Além disso, a Veja lembra que o nome do senador ganhou força dentro do partido principalmente por não estar envolvidos em crises como as que chamuscaram os 2 pré-candidatos ao Senado da direita, Cláudio Castro e Márcio Canella (UNIÃO), ambos investigados pela PF, sendo que Canella chegou, inclusive, a ser preso.
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