Outros protestos e manifestações fizeram parte do dia na cidade do Norte Fluminense
Tunan Teixeira
A cidade de Campos dos Goytacazes viveu uma segunda-feira de caos neste dia 4 de setembro, um dia repleto de protestos e manifestações que aumentaram a crise em que mergulhou o município desde o início desse ano.
Com o anúncio da greve dos garis da prestadora de serviço da prefeitura, lixos se amontoaram nas ruas da cidade, provocando grande preocupação não apenas à população, mas também de agentes de saúde, com o acúmulo de 20 toneladas de lixo nas ruas.
Além da greve, protestos e manifestações aumentaram o caos na cidade, com a paralisação do trânsito na área central, por conta da manifestação de motoristas de transportes coletivos, bem como o Centro Administrativo José Alves de Azevedo, sede da prefeitura, que foi cercado por outros servidores municipais em greve.
O caos também se instaurou no distrito de Santo Eduardo, na zona rural, onde moradores fecharam um trecho da BR-101, em protesto contra a precariedade no transporte de passageiros.
Em todos os pontos da cidade onde houve protestos, os alvos eram a Rua Coronel Ponciano de Azeredo Furtado, onde está localizada a sede da administração e o gabinete do Prefeito Rafael Diniz (PPS).
O problema com a prestadora de serviços da limpeza urbana, que atrasou os salários dos funcionários, provocando a greve, teria sido causado por outro atraso, o do pagamento do contrato, que estaria atrasado em 4 meses.
Nesta segunda-feira, 4, o trânsito foi interrompido por manifestantes na Ponte da Lapa e Beira Valão, duas vias estratégicas do centro da cidade, gerando engarrafamentos em várias ruas da área central.
Pela cidade, já se fala em colapso administrativo, porque, além da crise latente nos serviços de limpeza urbana, os serviços públicos de Saúde e Educação também estão precarizados, gerando insatisfação da população e dos servidores.
Outra insatisfação dos servidores é o aumento da carga horária de servidores e o corte do benefício de alimentação. Os trabalhadores do transporte público também denunciam atraso nos pagamento de salários, porque a prefeitura não estaria repassando os subsídios referente à passagem social para as empresas, passagem social esta que a própria administração aumentou em 100% neste ano, de 1 para 2 reais.
E a crise não parece estar perto de terminar, pois, enquanto o governo mantém cargos comissionados com altos salários e repasses milionários para a Câmara Municipal, programas sociais, como a passagem a 1 real, o Cheque Cidadão e o Restaurante Popular, vêm sendo cortados sob a justificativa de uma política de contenção de despesas.
Foto: Reprodução
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