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Pais de bebê que morreu com sinais de tortura são presos de forma preventiva em Campos

Delegada Madeleine Dykeman deu detalhes do caso em coletiva nesta semana. Foto reprodução

Foram presos nesta semana em Campos os pais do bebê de dois meses que deu entrada no Hospital Ferreira Machado (HFM) com múltiplas lesões. Com base nas investigações conduzidas pela 134ª DP, a polícia afirma não haver dúvidas de que a criança foi vítima de violência. Os tutores agora estão sendo investigados pelo crime de tortura seguida de morte.

A delegada Madeleine Dykeman concedeu uma entrevista coletiva, que trouxe detalhes da investigação. Ela afirma que os exames realizados durante a internação identificaram uma ruptura completa do fêmur, com fraturas também encontradas no crânio e nas costelas.

Embora os pais tenham sido presos, o caso ainda está sob investigação. A Civil busca descobrir onde as agressões ocorreram e quem teria sido o responsável direto pelos ferimentos encontrados no bebê. Segundo informações, o pai da criança teria afirmado em depoimento ter visto a companheira agredindo a filha com tapas. Essa versão foi refutada pela mãe, que afirmou apenas de dado tapinhas para a criança dormir.

A polícia ouviu também testemunhas que estavam no HFM durante o atendimento ao bebê. Essas testemunhas teriam relatado que a mãe apresentava comportamento agressivo com a criança, tendo se recusado a amamenta-la e chegando a deixar a criança sozinha em um banco da unidade.

Diante das evidências e informações colhidas na investigação, foi expedido um mandado de prisão temporária pela Justiça, com validade de 30 dias. As informações apontam que o bebê deu entrada na unidade hospitalar com a perna inchada. Exames complementares constataram lesões no crânio e nas costelas. A criança permaneceu internada por quatro dias, mas acabou tendo óbito confirmado no último sábado (20).

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