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Mulher suspeita de matar empresária a facadas em Macaé já responde a processo por lesão corporal

Islay Cristina Pereira de Souza, é indiciada por espancar outra mulher em 2002, em Fortaleza, no Ceará. Suspeita, que já trabalhou na Câmara Municipal de Macaé, é considerada foragida pela polícia. 

Bertha Muniz

A assessora Islay Cristina Pereira de Souza, suspeita de matar a facadas a empresária Raquel Melo Mota, de 39 anos, durante uma briga de trânsito na última sexta-feira (17), em Macaé, já responde por um processo de lesão corporal contra outra mulher no estado do Ceará.

Na ação, que corre na 15ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza, Islay é indiciada por espancar Edna Maria Lopes dos Santos. O crime ocorreu no ano de 2002 e a sentença até hoje não foi proferida.

Segundo a Polícia Militar, testemunhas informaram que Raquel e Islay discutiram por conta de um desentendimento no trânsito. A briga ocorreu em frente ao condomínio que Raquel morava, na Ilha da Caiera, localizado na Barra de Macaé.

Câmeras de monitoramento do local flagraram o momento em que Islay saca uma faca e desfere três golpes contra Raquel. Um deles atingiu o tórax da vítima. Raquel chegou a ser socorrida para o Hospital Público de Macaé (HPM), onde passou por uma cirurgia delicada.

Na manhã de ontem (18), ela não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo o marido de Raquel, a suspeita não estava sozinha no momento do crime. "Ela fechou a minha esposa avançando o sinal. A minha esposa buzinou. Ela começou a xingar a minha e encostou no carro. Ela estava com mais duas pessoas no carro e já saiu com a faca na mão.", disse.

Islay Cristina se apresenta em sua rede social como assessora da Câmara Municipal de Macaé, mas na verdade, ela não exerce mais a função.  Ela já trabalhou na Farmácia Popular do município e foi assessora parlamentar de um ex-vereador que concorreu às últimas eleições para prefeito em Macaé. A suspeita é proprietária de uma padaria no bairro Parque Aeroporto, em Macaé. Desde o último sábado (18) o estabelecimento está fechado.  Islay já foi identificada pela Polícia Civil, que deve pedir a prisão preventiva da suspeita a qualquer momento.

Desde o dia do crime, Islay é considerada foragida. O caso corre sob investigação do setor de Homicídios da 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP). O corpo de Raquel foi enterrado nesta manhã, no cemitério do Âncora, em Rio das Ostras, cidade vizinha.

 

Autor: Bertha Muniz

Foto: Reprodução/Facebook

 

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