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Morreu em Campos recém nascido supostamente espancado pelo pai

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Corpo do bebê foi encaminhado ao IML e depois será liberado para sepultamento

 

 

Morreu às 23h55 dessa terça-feira (22) no Hospital Ferreira Machado (HFM) em Campos dos Goytacazes, o recém-nascido de 25 dias que teria sido agredido pelo pai, Lucas do Espírito Santo Pereira, de 21 anos. O homem está preso temporariamente. Ele passou por exame de corpo de delito, na manhã desta quarta-feira (23), no Instituto Médico Legal e foi encaminhado ao presídio Carlos Tinoco da Fonseca. A criança estava internada desde o último sábado (19) na unidade hospitalar. O caso, ocorrido na tarde de sábado, foi apresentado pelos pais do bebê, primeiro em um posto de saúde de Farol de São Thomé e depois no HFM, como um acidente doméstico. Eles alegaram, inicialmente, que o menino teria caído da cama. Os pais e o garoto, moradores da localidade de Goitacazes, estavam em uma casa de veraneio na praia campista. Com a morte do recém-nascido, o suspeito responderá por homicídio grave.

Detido na manhã desta terça (22), o pai do recém-nascido não confirmou as declarações da esposa, de 25 anos, de que segurava o filho e que, quando o menino vomitou, ele o jogou na cama e desferiu cinco socos em sua cabeça e rosto. Já a mãe, que só registrou o caso dois dias depois, será ouvida novamente pela polícia para saber se foi pressionada e, com medo do marido, apresentou a versão da queda na unidade de saúde e no hospital, ou se foi conivente com a situação. As informações são do delegado titular da 134ª Delegacia de Polícia (Centro), Bruno Cleuder.

Ainda de acordo com o delegado, em depoimento, a mulher chegou a dizer que, em um primeiro momento, o companheiro desconfiou se era o pai da criança e que, por isso, não a registrou em seu nome. Mas, que, a partir do nascimento do bebê, ele teria agido com naturalidade, demonstrando ser bom pai. Ela sustentou ainda que o parceiro teria perdido o controle num momento de fúria. Também de acordo com o delegado, os pais saíram em busca de socorro e caminharam por cerca de oito quilômetros. “Neste trajeto, eles passaram pelo Corpo de Bombeiros do Farol, que possui ambulância e poderia ter prestado socorro. Mas a mãe informou em seu depoimento que o pai não quis parar lá e a empurrou para que continuassem o trajeto a pé. Então eles chegaram ao posto de saúde (de Farol), mas, como o caso era grave, o recém-nascido foi encaminhado ao HFM”, detalhou o Bruno Cleuder.

Segundo o HFM, conforme relato da mãe do bebê dada à equipe de plantão, “a criança teria sido colocada em cima de um colchão inflável, que estava em uma cama de alvenaria e, após a mãe sair do banho, teria sentado na ponta oposta do colchão, o que teria feito com que o material impulsionasse o bebê para cima, ocasionando a suposta queda. Mas, posteriormente, a própria mãe do bebê resolveu procurar a delegacia, por conta própria, para relatar denúncia de suposta agressão”.

A unidade ainda ressaltou que o Serviço Social do Pronto Socorro acionou o Conselho Tutelar, via telefone, no dia 19, e duas conselheiras estiveram na unidade no mesmo dia. Porém, o relato dado por familiar que acompanhava o bebê foi de acidente doméstico. “Além do contato por telefone, o Serviço Social também emitiu notificação compulsória ao Conselho Tutelar, que consiste na formalização por escrito da comunicação ao órgão”.

Tânia Garabini


 

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