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Caso Ana Paula: Polícia Civil divulga áudio em que cunhada pede álibi a amiga pelo WhatsApp

 

Segundo o delegado Luís Maurício Armonnd, Luana é a mandante do homicídio e pediu para que as amigas dela mentissem de modo a ser inocentada

 

Bertha Muniz

 

Durante entrevista coletiva concedida na última quarta-feira (6), o delegado titular da 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, Luís Maurício Armond, apresentou à imprensa mais detalhes a respeito da execução da universitária Ana Paula Ramos, que chocou a cidade de Campos.

Armond informou que Polícia Civil teve acesso a áudios em que a suspeita de ter sido a mandante, a cunhada da vítima, Luana Sales, pede a ajuda de uma amiga para conseguir um álibi. Luana teria mandado áudios para uma amiga poucas horas após o crime.

No áudio enviado pelo WhatsApp, a indiciada pede a amiga que minta a polícia, caso seja interrogada e diga que estaria saindo de um shopping para encontrar com ela na praça onde aconteceu o homicídio, onde receberia de Luana a quantia R$ 500 em dinheiro, para cobrir uma “diferença de caixa” do banco onde trabalhavam.

O álibi serviria para justificar a quantia que Luana levava na bolsa no dia do crime, que segundo os assassinos de Ana Paula, seria o montante que faltava para pagar pela execução. "Após o homicídio a Luana ligou para uma amiga, criando o álibi dela, confirmando que ela queria que a amiga mentisse sobre o valor do dinheiro que ali estava e inventando uma versão que estava na praça. A amiga nos forneceu esses áudios através de mensagens de aplicativo e se negou a dá esse álibi para ela ", disse o delegado.

 

O delegado disse que Luana pediu para que a amiga não atendesse mais as ligações dela. Para a polícia, a suposta mandante já estaria desconfiando de que seria apontada como suspeita e teria seu telefone rastreado nas investigações.  O delegado responsável pelo inquérito avaliou o áudio como “devastador”.

Ainda de acordo com Armond, a amiga de Luana tem colaborado mais veementemente com a investigação na última semana, quando entregou as gravações para a Polícia Civil. Apesar de afirmar nos áudios que ajudaria Luana, a amiga nega a polícia que isso tenha acontecido.

Luana teria ligado ainda para outra amiga antes do crime, segundo as investigações da polícia. A esta amiga, Luana mentiu dizendo que Ana Paula estaria agredindo uma criança e que algo precisaria ser feito. Após a amiga citar que seria sobrinha de um policial, Luana teria desconversado.  De acordo com o delegado, a ligação confirma a determinação dela de executar a vítima.

Outro vídeo, que também foi apresentado à imprensa, mostra que minutos antes do crime, Luana teria levado Ana Paula para uma sorveteria, situada ao lado do Parque Municipal da Lagoa do Vigário. Com mais essas provas, a Polícia Civil afirma que Luana é a mandante do crime e que pediu para que as amigas dela mentissem para que fosse inocentada. De acordo com o delegado, essas amigas não souberam do crime antes da divulgação na imprensa. Armond afirmou que a polícia precisa avançar um pouco mais para obter provas, mas que pretende finalizar as investigações o mais rápido possível.

Quanto à motivação do homicídio, o delegado disse que “precisa avançar um pouco para obter mais provas”, mas que objetiva “finalizar as investigações o mais rápido possível”. Segundo o delegado, ainda não é possível afirmar a motivação do crime, porque Luana permanece em silêncio.

 

 

Sobre o crime

 

A Polícia Civil de Campos dos Goytacazes caracterizou como homicídio qualificado o crime que resultou na morte da universitária Ana Paula Ramos, de 25 anos, baleada no no dia 19 de agosto, durante um falso assalto na Praça do Parque Rio Branco, em Guarus, distrito de Campos.  Ela levou um tiro na cabeça e dois no tórax e morreu na noite de ontem (21), no Hospital Ferreira Machado (HFM), onde estava internada.

 

Segundo a polícia, a vítima foi atraída para a praça pela cunhada, que teria armado uma emboscada para a universitária de modo que o homicídio parecesse um latrocínio (roubo seguido de morte). Ainda de acordo com a Polícia Civil, Luana teria encomendado a morte de Ana Paula a Marcelo Damasceno, que contratou Igor Magalhães de Souza e Wimerson Carlos Sigmaringa Ribeiro para a execução. Luana – que é administradora de teria pagado R$2.500 pela execução da cunhada.

Luana permanece em silencio desde que foi presa, um dia após o crime. Os outros suspeitos confessaram o homicídio. Os quatro foram indiciados por homicídio triplamente qualificado — morte mediante pagamento; motivo torpe. dificuldade de defesa da vítima; e feminicídio-, e seguem presos em Campos.

Com informações do Terceira Via

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