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AGU reforça defesa do RJ às vésperas de julgamento dos royalties no STF

Órgão alerta para risco fiscal e sustenta que mudança na divisão do petróleo pode causar perdas bilionárias ao estado

A Advocacia-Geral da União reforçou a pressão contra a redistribuição dos royalties do petróleo às vésperas do julgamento do Supremo Tribunal Federal marcado para esta quarta-feira (6).

Em manifestação enviada à Corte, a AGU defende a manutenção das regras atuais e afirma que a aplicação da Lei 12.734/2012 pode provocar impacto severo nas contas do Rio de Janeiro, principal estado produtor do país.

Segundo estimativas apresentadas no processo, o Rio pode perder cerca de R$ 9,9 bilhões já em 2026 caso a redistribuição seja validada integralmente.

O governo estadual e prefeitos do Norte Fluminense e da Região dos Lagos ampliaram a mobilização política nas últimas semanas. O prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto, afirmou que os royalties “não são privilégio, mas compensação por impacto real”.

A disputa envolve a ADI 4917, suspensa desde 2013 por liminar da ministra Cármen Lúcia.

A decisão do STF pode redefinir a distribuição de bilhões do petróleo e afetar diretamente estados e municípios dependentes dessas receitas.

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