Mais uma atleta de Macaé ocupou papel de destaque no âmbito esportivo. Dessa vez, quem brilhou foi Lorena Souza, ao conquistar uma medalha na “Maldição do Corpo Seco”. Trata-se de uma corrida de montanha com duração de 12 horas. Uma grande prova de resistência, técnica e superação.
“A corrida foi realizada na madrugada de sexta-feira, do dia 20 de junho, para sábado 21, de junho, onde a mulher tem que dar no mínimo dentro dessas 12 horas, 10 voltas, e o homem tem que dar 12. O percurso tem 44,8 quilômetros e quase 5 quilômetros e 400 e. No Brasil só existiu uma mulher que conseguiu concluir essa prova, ser finish nela. A maioria desiste ou o tempo não dá. As 12 horas não dá para conseguir fazer as 10 voltas. Lorena conseguiu esse ano”, explicou o treinador Rodrigo Silva.
Para atingir o feito, Lorena se dedicou a uma intensa preparação. Ela treinou no Sana, Pico do Frade e Paiol. Dias de muita dedicação e que foram traduzidos em resultado.
“A gente fez muito treino noturno pelo fato da prova ser à noite e testando com lanterna. É um sonho, porque não é só essa prova que leva o nome de Macaé, são várias provas nacionais e ela sempre tem tido bons resultados”, completou.
O nome da competição tem toda uma história por trás. Ele faz referência a um homem que era considerado muito mal para todo mundo. A narrativa conta que após sua morte, ele foi rejeitado pelo céu e inferno e acabou sendo expulso. Como morto, ele não seria enterrado novamente, então foi condenado a ficar vagando por trilhas e montanhas da serra da Mantiqueira, sugando as forças das pessoas que ali passavam para ir sobrevivendo.
A prova é montada tendo como plano de fundo esse folclore. Você tenta sobreviver ao corpo seco dando voltas e voltas pelas trilhas. Ao longo do trajeto, o competidor vai perdendo as forças, que seriam “sugadas” ou dominadas pelo homem.
Leave a Comment