Um pedaço de madeira com o nome do barco desaparecido no mar de Maricá no último dia 16 de janeiro foi encontrado nessa quinta-feira, 5, por pescadores que auxiliam as buscas pela embarcação tripulada por 6 pessoas, também desaparecidas.
O pedaço de madeira foi encontrado depois que pescadores amigos das famílias das 6 vítimas decidiram, por conta própria, ir ao local das coordenadas onde o barco Funelli foi registrado pela última na tentativa de localizar os destroços do desaparecimento.
Realizadas pela Marinha do Brasil, as buscas foram encerradas no último dia 27 de janeiro depois de 11 dias sem que qualquer vestígio fosse encontrado, tanto da embarcação quanto dos tripulantes.
Para localizar o pedaço de madeira com o nome “Funelli” gravado, os pescadores de Maricá utilizaram redes de arrasto, reforçando pedido das famílias das vítimas para que as buscas sejam retomadas, na tentativa de descobrir o motivo do desaparecimento.
“Precisamos que eles voltem de imediato e coloquem todos os aparelhos de fundo do mar, mergulhadores, tudo, para eu achar meu pai e poder pelo menos enterrar”, desabafou Tatiana Silva, filha de Nilton de Jesus, ao portal G1.
Além de Nilton de Jesus Silva, de 66 anos, também constam como desaparecidos Raimundo Nonato do Nascimento, de 65 anos, Raimundo Nonato Costa dos Santos Filho, de 45 anos, Sirvenildo da Silva, de 39 anos, e Juarez Cerejo da Silva, de 33 anos, além de outro homem também chamado Raimundo, que estava há pouco tempo no grupo e não tinha mais informações divulgadas.
Os 6 teriam saído para pescar do mar de Niterói, no último dia 3 de janeiro, quando desapareceram no dia 15, no mar de Maricá, na área marítima ao sul de Ponta Negra, onde consta a última localização detectada pelo rastreador da embarcação “Funelli”.
De acordo com a Marinha do Brasil, no comunicado de encerramento das buscas, que contaram com diversas embarcações tripuladas e não tripuladas, além de uma aeronave da Força Área Brasileira (FAB), a área investigada nos 11 dias de busca correspondeu a aproximadamente 32 mil quilômetros quadrados (km²).
Segundo as investigações, uma das hipóteses analisadas é a possibilidade de colisão com outra embarcação, com a instauração de um inquérito da Marinha no dia 23 de janeiro para apurar as circunstâncias do caso.
Em nova nota divulgada pelo G1 nessa quinta-feira, a Marinha afirmou que realizou uma reunião com os familiares dos tripulantes no último dia 27 de janeiro, disponibilizando canais de contato para atendimento de eventuais demandas.
“Até o momento, não houve solicitação ou manifestação por parte dos familiares, o que impossibilita a tomada de decisões adicionais”, teria respondido a Marinha ao G1, sobre o caso, acrescentando que as investigações sobre o caso continuam em andamento sob responsabilidade da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro.
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