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Marinha revela novos detalhes sobre acidente com rebocador em Macaé

 Informações esclarecem que o choque ocorreu em fundo de pedra nas proximidades da Pedra do Pescador

 

A Marinha do Brasil se pronunciou sobre o acidente envolvendo o rebocador em Macaé e trouxe a tona novas informações que podem ajudar a elucidar o caso. O comunicado oficial se deu por intermédio do Comando do 1º Distrito Naval (Com1ºDN), em conjunto com a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN).

Dentre os principais esclarecimentos, a Marinha afirma que a embarcação tocou em um fundo de pedra nas proximidades da Pedra do Pescador, o que faz cair por terra a informação de que o acidente teria sido causado por um choque na Pedra da Mula ou a Pedra do Moleque. Ela também se posicionou sobre a suposta falta de sinalização no local.

“Conforme informações preliminares já divulgadas, a embarcação tocou em fundo de pedra nas proximidades da Pedra do Pescador, ponto distinto tanto da Pedra da Mula quanto da Pedra do Moleque. Ambas são formações conhecidas, devidamente cartografadas e representadas nas cartas náuticas da região, com suas respectivas posições e profundidades, constituindo informações disponíveis aos navegantes que operam na área”, disse a Marinha por meio do comunicado ao qual a reportagem teve acesso.

O que pode ajudar a entender o acidente é que os sinais físicos estão em manutenção. “No que se refere especificamente à Pedra da Mula e à Pedra do Moleque, a Marinha esclarece que os perigos à navegação na região são conhecidos, cartografados e objeto de sinalização náutica. Os sinais físicos correspondentes encontram-se temporariamente indisponíveis para manutenção, desde abril de 2026, condição devidamente divulgada aos navegantes por meio de Avisos-Rádio Náuticos em vigor, instrumentos oficiais destinados a comunicar alterações, indisponibilidades ou restrições que possam afetar a segurança da navegação”, esclareceu o órgão.

“Os Avisos-Rádio Náuticos, assim como as cartas náuticas e os Avisos aos Navegantes, integram o conjunto de informações oficiais que devem ser consultadas pelos navegantes antes de se fazerem ao mar. Assim, a eventual indisponibilidade temporária de sinais físicos não significa ausência de informação oficial sobre perigos à navegação, especialmente quando estes se encontram cartografados e comunicados por avisos específicos”, disse a esquadra.

A Marinha do Brasil também afirmou que a Capitania dos Portos de Macaé “instaurou Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que tem por finalidade apurar causas, circunstâncias e possíveis responsabilidades, sendo precipitada qualquer conclusão antes de sua solução formal”.

A embarcação segue na Praia Campista, despertando a curiosidade da população. No último final de semana, imagens aéreas mostraram que o Skandi Amazonas começou a ser atingido pela água devido à forte ressaca do mar, o que gera ainda mais apreensão. No registro, é possível ver parte do convés inundado. As autoridades competentes seguem monitorando a situação e a empresa responsável pelo Skandi Amazonas, a DOF, afirmou que segue atuando na resposta ao incidente envolvendo a embarcação. Além disso, “os órgãos reguladores competentes já foram informados e estamos avaliando as ações para retirada da embarcação e encaminhamento ao porto adequado”, disse a DOF.

 

 

 

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