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Discussão sobre royalties ganha força após acidente com rebocador em Macaé

Rebocador na Praia Campista nesta terça-feira (19) - Foto Clique Diário

Welberth e Alan Mansur acompanham de perto situação do rebocador encalhado e reforçam preocupação com danos ambientais e tema é discutido na Câmara de Vereadores 

 

O rebocador encalhado na Praia Campista segue atraindo a atenção do poder público e autoridades municipais, sobretudo pelos potenciais impactos ambientais. O prefeito Welberth Rezende realizou uma visita a embarcação junto ao presidente da Câmara, Alan Mansur. O objetivo foi acompanhar de perto o trabalho realizado pelas equipes técnicas e também verificar um possível vazamento de óleo. A boa notícia é que as partes não constataram indícios de contaminação. O tema também foi discutido durante a sessão desta terça-feira (19) no Legislativo, mais uma vez relacionando a discussão sobre a redistribuição dos royalties.

Welberth e Mansur durante vistoria ao rebocador

O acidente aconteceu justamente no mês em que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a discutir a redistribuição dos royalties. O tema gerou grande mobilização de prefeitos e representantes dos municípios produtores, que uniram forças e reforçaram o discurso de que os royalties são uma compensação por conta da exploração do petróleo nas cidades produtoras.

“Neste momento de discussão sobre a redistribuição dos royalties, é importante ressaltar que impactos como este, entre muitos outros, ocorrem justamente nos municípios produtores. Isso reforça o fato de que os royalties não são um privilégio, mas sim uma compensação pelos impactos gerados pela exploração de óleo e gás”, disse Welberth.

O vereador Vicente da Fox (Solidariedade) fez uso da palavra durante o Grande Expediente na Câmara Municipal destacando os impactos negativos que a potencial perda dos royalties poderá acarretar para Macaé e os municípios produtores.

“Os royalties estão diretamente relacionados com o desenvolvimento das cidades produtoras. Esse acidente com a embarcação revela de fato os impactos sofridos por uma cidade que circunda em torno das atividades petrolíferas. Precisamos elevar o debate não só aqui na Câmara como também em todas as redes sociais, nas outras casas legislativas estaduais e federais. Foi verificado o vazamento de óleo e parece que não há. Estamos vendo os impactos da exploração no dia a dia. Felizmente nesse caso não foi grave, mas os danos poderiam ter sido ainda maiores.”, destacou o parlamentar.

Alan Mansur também falou sobre o tema. “Estive no local junto com o prefeito Welberth Rezende para conferir essa questão do vazamento de óleo. Isso atinge diretamente também a classe pesqueira. Eu vim da pesca. Importante destacar também que a embarcação bateu em uma pedra sem sinalização. Nós pedimos e reforçamos que a Marinha do Brasil faça uma fiscalização nessas boias de sinalização para que acidentes assim possam ser evitados”.

Vereador Vicente da Fox durante a sessão tocou no tema junto do presidenre Alan Mansur

O presidente da Câmara continuou: “Queria fazer um requerimento verbal sobre o tema. Essa embarcação está ali desde a semana passada e isso impacta diretamente com o que está sendo discutido em Brasília. Os royalties são nossos. Vamos acompanhar de perto esse trabalho envolvendo a embarcação”, disse Alan.

Embora não tenham sido registrados acidentes graves, boa parte dos trabalhadores seguem a bordo da embarcação. Os que permaneceram em seus postos trabalharam na recuperação do navio com o objetivo de possibilitar o reboque seguro até um estaleiro, onde será feito o reparo definitivo.

De acordo com a empresa responsável, a embarcação não apresenta no momento riscos na questão ambiental. Ela segue sendo monitorada, mas sem indícios de danos ao meio ambiente. Equipes especializadas e também de resposta foram mobilizadas para trabalhar em eventuais vazamentos.

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