Um trabalho de inteligência conduzido pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado resultou, na manhã desta quinta-feira (26), na prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, no município de Cabo Frio. A ofensiva contou com a participação da Polícia Federal, da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e apoio do Serviço Aeropolicial.
Considerado um dos alvos prioritários das autoridades no estado, ele foi localizado em uma residência na cidade. Havia ao menos quatro mandados de prisão em aberto contra o investigado, incluindo ordem expedida pela Justiça Federal, que o colocou na condição de foragido após a deflagração da Operação Libertatis II, em março de 2025.
Na esfera federal, Adilsinho é apontado como liderança na estrutura de fabricação e distribuição de cigarros ilegais no estado. Já na Justiça estadual, responde como suposto mandante da morte de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinhos Catiri, além de ser acusado de ordenar os assassinatos de Fábio Alamar Leite e Fabrício Alves Martins de Oliveira.
De acordo com as apurações, ele integraria a cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e teria atuação destacada no comércio clandestino de cigarros, em esquema classificado como organização criminosa armada e com ramificações internacionais. As investigações indicam domínio territorial, uso de intimidação e imposição de violência para manutenção das atividades ilícitas.
Segundo a Polícia Federal, a trajetória no crime teria começado há cerca de 20 anos, com a produção de softwares destinados a máquinas de videobingo adulteradas, conhecidas como “draculinhas”. Com o passar do tempo, ele teria ascendido dentro da estrutura da contravenção até alcançar posição de comando no cenário do crime organizado fluminense.
Após a captura, Adilsinho foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde passou pelos procedimentos legais, e deverá ser transferido ao sistema prisional estadual. A FICCO/RJ atua de forma integrada para fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas, reunindo esforços das polícias Federal e Civil em ações coordenadas no estado.
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