Artistas ligados às escolas de samba e a diferentes manifestações carnavalescas participaram de uma escuta pública realizada na Casa da Cultura José de Dome, o Charitas, em Cabo Frio. A iniciativa, organizada pela Secretaria de Cultura, teve como foco discutir caminhos para o fortalecimento e a valorização do carnaval no município.
O encontro reuniu representantes do poder público, integrantes das agremiações, além da Associação dos Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio (ABACCAF) e da Liga das Escolas de Samba da cidade. O objetivo foi promover um espaço de diálogo sobre os desafios enfrentados pelo setor e ampliar a participação da sociedade civil na construção de políticas culturais.
À frente da pasta, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, destacou a necessidade de engajamento coletivo para que o processo de retomada do carnaval seja consistente. "Disponibilizamos à sociedade civil os profissionais da gestão para auxiliar no acesso a políticas públicas e mecanismos de fomento. No entanto, é fundamental que as agremiações também assumam seu papel com responsabilidade para que esse fortalecimento aconteça de fato. O carnaval de Cabo Frio tem tradição e grandes artistas, mas depende da participação de todos", afirmou.
As escutas públicas integram um calendário de ações participativas promovidas pela Secretaria de Cultura, com a proposta de ouvir demandas, sugestões e ideias que contribuam para o desenvolvimento de políticas mais representativas para os setores culturais.
Para o presidente da ABACCAF, Joir Reis, o momento é estratégico para alinhar expectativas e construir soluções coletivas. "A discussão sobre a retomada do carnaval acontece ao mesmo tempo em que somos convidados a refletir sobre o que queremos para essa manifestação na cidade. É essencial estarmos unidos e aproveitar as oportunidades de fomento para tirar esses projetos do papel", pontuou.
Já o presidente da Liga das Escolas de Samba de Cabo Frio, Leandro Corrêa, ressaltou o papel das comunidades na base do carnaval. "É dentro das comunidades que surgem novos talentos e artistas que darão continuidade a essa tradição. O fortalecimento das agremiações passa, necessariamente, pelo vínculo com esses territórios, garantindo que o carnaval siga vivo ao longo das gerações", concluiu.
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