Com o aumento das temperaturas e as chuvas registradas nos últimos dias, a Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio intensificou as ações de prevenção e combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti. As medidas são conduzidas pela Subsecretaria Adjunta de Vigilância em Saúde e pela Superintendência de Vigilância Ambiental e Zoonoses.
O inseto é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. As condições climáticas recentes, com calor associado a períodos de chuva, favorecem a proliferação do mosquito, o que elevou o número de notificações recebidas pelo órgão nas últimas semanas.
Somente em um período de duas semanas, a Secretaria de Saúde registrou 148 denúncias relacionadas a possíveis focos do mosquito. Durante as ações de fiscalização, cerca de 20% dos imóveis apresentaram recusa de moradores para a entrada das equipes de agentes.
Para ampliar o monitoramento, 17 equipes estão atuando em diferentes bairros do município. Ao todo, 125 agentes de endemias participam das operações de vistoria, identificação e eliminação de criadouros. As ações também contam com veículos e motofogs que realizam pulverização com repelente natural à base de citronela, planta conhecida por suas propriedades que ajudam a afastar mosquitos.
A superintendente de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Secretaria de Saúde, Andreia Nogueira, reforça que o envolvimento da população é essencial para impedir a proliferação do mosquito.
“Mesmo com trabalho dos agentes, toda a população deve ficar atenta e realizar as ações de prevenção para coibir a proliferação do mosquito. Os criadouros podem ser evitados quando o morador fica atento à vasos e pratos com plantas expostos, bebedouros de animais, lixo, caixas d’água e qualquer outro local que possa ter acúmulo de água. Precisamos da colaboração de todos”, afirmou.
Carro fumacê não deve ser utilizado de forma rotineira, alertam autoridades de saúde
A Secretaria Municipal de Saúde informa que o chamado carro fumacê, utilizado na técnica de Nebulização a Ultra Baixo Volume (UBV pesado), possui uso restrito e é indicado apenas em situações de surto ou epidemia de doenças como dengue, zika e chikungunya. A aplicação depende de avaliação epidemiológica e autorização da Secretaria Estadual de Saúde.
Além disso, especialistas ressaltam que o método não substitui as ações de eliminação de criadouros. O uso frequente pode provocar resistência do mosquito aos inseticidas, reduzir a eficácia do controle e gerar impactos ambientais.
“O fumacê elimina os mosquitos adultos que estão em voo no momento da aplicação, mas não atinge ovos e larvas. Por isso, não resolve o problema de forma definitiva. O controle do vetor depende, sobretudo, da eliminação dos criadouros. Estamos investindo em novas tecnologias e mapas de calor, fortalecendo as ações de campo e ampliando estratégias de prevenção e controle para proteger nossa população”, explicou a superintendente.
Moradores que identificarem possíveis focos do mosquito podem encaminhar denúncias pelo e-mail ouvidoriadasaude@saude.cabofrio.rj.gov.br ou presencialmente na sede da Secretaria de Saúde, localizada na Rua Visconde do Rio Branco, 130, no bairro São Cristóvão.
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