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Atendimento humanizado e ações integradas marcam trajetória da Patrulha Maria da Penha em Cabo Frio

A atuação da Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal de Cabo Frio alcançou a marca de mais de mil atendimentos emergenciais em três anos de atuação no município. O grupamento, que celebrou aniversário nesta segunda-feira, 13 de abril, contabiliza 1.130 ocorrências, sendo 838 diretamente relacionadas à Lei Maria da Penha, com intervenções em diferentes bairros da cidade.

Durante esse período, o Judiciário encaminhou 2.105 medidas protetivas à equipe. Atualmente, 475 mulheres são acompanhadas ativamente pelo Programa de Monitoramento de Medidas Protetivas. A patrulha também realizou 84 conduções de suspeitos à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e registrou 142 episódios de descumprimento dessas determinações judiciais. Como resultado das ações de fiscalização e resposta rápida, 57 agressores foram presos.

O trabalho desenvolvido vai além da resposta às ocorrências. A equipe atua de forma preventiva, com rondas, visitas periódicas às vítimas, ações educativas em escolas e orientação à população, além de participar de capacitações constantes para aprimorar o atendimento.

Os chamados chegam por diferentes canais, com destaque para o telefone 153, além de encaminhamentos feitos por órgãos como a Deam, o Centro de Atendimento à Mulher (Ceam), unidades de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). A articulação entre essas instituições evidencia o funcionamento integrado da rede de proteção no município.

Na maior parte dos registros, os agressores fazem parte do círculo próximo das vítimas, como companheiros, ex-companheiros ou pessoas com vínculos afetivos diretos, o que reforça a complexidade do enfrentamento à violência doméstica.

Um dos atendimentos prestados pela equipe gerou um relato de agradecimento que evidencia o impacto do serviço. “Gostaria de agradecer imensamente à patrulha. Trabalho extremamente profissional, humano e impecável. Graças a Deus e a vocês, consegui resolver da melhor forma possível. Nunca poderei retribuir o que fizeram por mim e meus filhos. Que Deus abençoe sempre vocês”, escreveu uma mulher assistida.

Segundo a inspetora-adjunta Regiane Costa, o acolhimento é peça central no atendimento. “Cada mulher atendida traz uma história diferente. Nosso papel é ouvir, orientar e agir com responsabilidade, sempre com muito respeito e sensibilidade. Também contamos com o apoio de outros grupamentos da Guarda Civil Municipal, que são fundamentais para dar suporte às ocorrências e fortalecer esse trabalho no dia a dia”, afirmou.

O inspetor-geral Ângelo Amaral destaca o avanço estrutural do serviço. “A patrulha cresceu, se estruturou, inclusive com sede própria, e hoje conta com um efetivo de 20 agentes, sendo 18 operacionais e dois administrativos, atuando de forma integrada com toda a rede de apoio, o que garante mais agilidade e proximidade no atendimento às vítimas”, disse.

Para o secretário de Segurança e Ordem Pública, coronel Leandro Carvalho, o trabalho é resultado de uma construção contínua. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é essencial na proteção das mulheres em situação de violência, fruto de uma integração entre diferentes setores e do compromisso do município em enfrentar esse tipo de crime”, destacou.

Em situações de emergência, a Guarda Civil Municipal pode ser acionada pelo telefone 153, disponível 24 horas.

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