Sérgio Barcellos
Os trabalhadores do setor de hotelaria offshore estão em greve desde o último domingo (19). A paralisação foi aprovada em assembleias do Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria Embarcados nas Plataformas de Petróleo (Sinthop). Dentre as reinvindicações da categoria estão equiparação salarial, respeito, valorização e melhores condições de trabalho.
De acordo com o Sindipetro-NF, além da equiparação salarial, o movimento também busca outras reinvindicações, como o pagamento do anuênio, recomposição do efetivo (POB), garantia de adicionais, combate ao assédio moral, melhoria dos equipamentos e dos EPIs, dentre outras demandas.
A greve é um reflexo da manifestação de insatisfação dos trabalhadores frente a falta de avanços nas negociações. A categoria busca também a equiparação salarial com os valores praticados nos contratos da Petrobras, além de defender melhores condições de trabalho.
“A Greve é um movimento legal e aprovado pelos trabalhadores. A partir de agora, todos devem seguir rigorosamente as orientações do comando de greve. Nossa mobilização é única e vale para todos os trabalhadores de hotelaria embarcados. Nossa luta é por respeito, valorização e pela equiparação salarial. Permanecer unidos é nossa maior força”, disse o presidente do Sinthop, Sildo Moreira.
Dentre os descontentamentos está a disparidade entre os vencimentos de trabalhadores de empresas nacionais para as internacionais. O Sinthop reforçou também que não irá aceitar ameaças ou intimidações.
“Não aceitem intimidação ou ameaças para desembarque por conta da greve. O Sinthop já denunciou os casos ao Ministério Público. Continuaremos tomando todas as medidas necessárias. Se houver qualquer nova ameaça, informe imediatamente ao sindicato com o nome do responsável e a empresa envolvida. Mesmo que a pessoa não seja de hotelaria. Nossa greve está sendo um sucesso, com muitas unidades aderindo ao movimento. Permaneçam unidos. Juntos seremos mais fortes”, encerrou Sildo Moreira.