A Polícia Civil do Paraná prendeu, nessa terça-feira, 21, em Foz do Iguaçu, Renan de Lorena Rem de Jesus, de 32 anos, que estava foragido por ter cometido o bárbaro assassinato da companheira e escondido o corpo dela dentro de uma geladeira.
O crime aconteceu em setembro do ano passado, em Rio das Ostras, e desde então, o criminoso estava foragido, e vinha sendo procurado pelas forças policiais, segundo contou o delegado Rodrigo Colombelli, da Divisão Estadual de Repressão a Narcóticos do Paraná (DENARC-PR), para onde o assassino foi levado.
Com o paradeiro descoberto por informações conjuntas da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) do Paraná, Renan foi encontrado em um quarto alugado depois de 2 dias de busca.
“A equipe ficou praticamente 2 dias empenhada nessa situação, a fim de verificar a procedência de que o suspeito estaria realmente aqui em Foz do Iguaçu. Nesse trabalho de campo, verificou-se que havia um indivíduo com as características do Renan, que estaria nessa residência no bairro Lagoa Dourada”, contou o delegado Rodrigo Colombelli, em entrevista ao G1.
Depois de encontrar a casa onde Renan estaria, os policiais arrombaram a porta e acharam um homem que negou ser Renan, apresentando um nome falso, mas que teria confessado ser o feminicida procurado de Rio das Ostras.
Segundo o delegado, o criminoso contou que, para se manter, pedia dinheiro na rua, fazia vendas e trabalhou como servente de pedreiro. Não foram encontradas armas ou drogas na casa de Renan, que não teria resistido à abordagem.
“Disse que não tinha apoio de ninguém externo, que não conhecia ninguém em Foz do Iguaçu, e que estaria alugando simplesmente esse quarto nos fundos dessa residência. A gente confirmou também com o proprietário da residência, ele alegou que realmente alugaria por um valor mensal, e verificamos que o proprietário da residência não teria cometido nenhum ilícito, ele realmente estava alugando aparentemente de boa-fé”, relatou Rodrigo Colombelli ao G1.
Renan de Lorena Rem de Jesus é acusado pelo feminicídio de Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, encontrada morta dentro de uma geladeira de uma casa no bairro Cidade Beira Mar, em Rio das Ostras, em setembro de 2025.
A vítima estava desaparecida desde o final de agosto, quando o padrasto da jovem conseguiu entrar na casa e, sem encontrar ninguém, sentiu um cheiro ruim no local, percebendo a bagunça e a geladeira, onde se deparou com o corpo da enteada.
“Fui na sala, fui e voltei e falei para eles, não tem ninguém aqui, não, mas tá um mal cheiro do caramba. Mas quando olhei pro lado, assim, um ventilador e umas mesas, umas coisas que ele botou tudo, aí tinha tipo uma geladeira, mas quando eu abri, assim, um troço gelado, eu vi ela e saí gritando. Correndo, gritando, desesperado. Uma dor, imensa”, relatou o padrasto da vítima ao Bom Dia RJ, da TV Globo, na época.
Aos policiais, nesta terça, depois da prisão, Renan teria confessado que enforcou a Thaissa durante uma discussão, decidindo colocá-la na geladeira depois que percebeu que a tinha estrangulado até a morte.
Segundo informações divulgadas pelo delegado da 128ª Delegacia de Polícia Civil (128ª DP), de Rio das Ostras, na época, o casal tinha histórico de brigas e denúncias de cárcere privado quando moravam em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
“O exame papiloscópico constatou que o Renan estava no local; foi ele quem praticou o crime. É um crime grave. Ele colocou a vítima dentro da geladeira, fechou. Lacrou portas e janelas com fita adesiva para tentar postergar o achado da vítima”, contou o delegado da 128ª na época, Mauro Gonçalves, em entrevista ao Bom Dia RJ.
Depois de ser interrogado por videoconferência pela Polícia Civil do Rio, Renan de Lorena Rem Jesus será transferido para a cadeia pública local e, posteriormente, levado de volta ao Rio, onde responderá pelo crime de feminicídio e pode pegar até 30 anos de prisão se for condenado.