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Pai de deputada estadual do Rio, pastor é preso em operação da Polícia Federal

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Os filhos Saulo e Sarah posam com o pai, o pastor Márcio Poncio, em foto para as redes sociais durante evento. Reprodução / Instagram
 

O pastor Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (SOLIDARIEDADE) foi preso pela Polícia Federal (PF) nessa quinta-feira, 2 de julho, durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, que teve sua 1ª fase iniciada em 2025.

O pastor da Igreja da Nuvem foi preso em um flat, na Praia da Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, na operação que investiga possíveis ligações do jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro” com agentes públicos.

Márcio Poncio ganhou projeção nas redes sociais ao lado dos filhos, a deputada estadual Sarah Poncio, e o cantor Saulo Poncio, tendo construído carreira como empresário do ramo do tabaco, o que lhe rendeu o apelido de “pastor do cigarro”.

Além do pastor, a PF cumpre mandados de prisão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra outros 2 nomes ligados a cidades da região que estariam envolvidos no esquema.

Entre eles estão o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso em fevereiro em Cabo Frio, e o ex-deputado estadual de Campos dos Goytacazes, Rodrigo Bacellar (UNIÃO), preso em dezembro de 2025 e novamente em março desse ano.

A 5ª fase da Operação Unha e Carne tem ainda outros 14 mandados de busca e apreensão, sendo que 1 deles tem como alvo o pré-candidato a deputado estadual Marco Antônio Cabral (SOLIDARIEDADE), filho do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (sem partido), que soma 24 condenações por crimes diversos.

Ao G1, a PF teria revelado que essa nova fase das investigações visa apurar indícios de lavagem de dinheiro do esquema liderado por Adilsinho e o envolvimento de integrantes do Executivo e do Legislativo estadual do Rio.

Segundo informações da TV Globo, pelo menos 20 políticos fluminenses estariam entre os investigados por receber “mesada” de Adilsinho, nomes que teriam sido encontrados em uma lista com supostos pagamentos, doações eleitorais e “contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro”, conforme teria descrito a PF.

Além dos 3 mandados de prisão e dos 14 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, a operação também cumpre determinação do STF sobre sequestro de cerca de 22 milhões de reais em bens e valores.

Segundo o portal Agenda do Poder, a PF teria revelado que Rodrigo Bacellar, que foi preso por envolvimento com o Comando Vermelho, apareceria em duas dessas novas listas de pagamentos de Adilsinho sob a alcunha de “Barba”.

Preso no Complexo de Gericinó, em Bangu 8, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi levado nessa quinta para a superintendência da PF no Rio, de onde será transferido para um presídio federal.

Já Adilsinho, apontado como chefe do jogo do bicho no Rio, é considerado pelas autoridades o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no Estado, alvo de pelo menos 5 mandados de prisão em aberto, e cujo nome constava na lista dos criminosos mais procurados do país, elaborada pelo Ministério da Justiça.

Em nota, divulgada na íntegra pelo portal Agenda do Poder, o pré-candidato a deputado estadual Marco Antônio Cabral, condenado em 2ª instância em 2022 por visitas irregulares ao pai em Bangu 8, confirmou ter recebido mandado de busca e apreensão, mas negou qualquer participação na organização criminosa.

“Marco Antônio Cabral recebeu, na manhã desta quinta-feira (2), um mandado de busca e apreensão, cujo cumprimento ocorreu de forma tranquila, com total colaboração às autoridades. Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita. Marco Antônio reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota.

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