O ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), virou alvo da Polícia Federal (PF) na manhã dessa sexta-feira, 15, em uma operação que cumpre 17 mandados de busca e apreensão contra ele e o empresário Ricardo Magro, dona da refinaria Refit.
O empresário foi incluído em uma lista de alerta global para prisão de foragidos internacionais da INTERPOL (sigla, em inglês, para The International Criminal Police Organization), com solicitação de prisão provisória e extradição.
Além da casa do ex-governador, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio, a operação inclui diversos endereços na capital fluminense e 7 medidas de afastamento de cargos públicos nos estados do Rio (RJ), São Paulo (SP) e Distrito Federal (DF).
Entre os alvos da operação estão o desembargador afastado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), Guaraci Vianna, o ex-procurador do Estado do Rio, Renan Saad, e o ex-secretário estadual de Fazenda do Rio, Juliano Pasqual.
Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Operação Sem Refino visa apurar a atuação de empresas do ramo de combustíveis para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente 52 bilhões de reais em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas no caso que relaciona a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Estado do Rio.
Segundo as investigações, os investigados fariam parte de um grupo que utilizou uma complexa estrutura societária para ocultar recursos fora do Brasil e blindar patrimônio de fiscalizações, podendo ter ligações ainda com a atuação policial e a expansão do crime organizado no Rio.
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio no último dia 23 de março, na véspera do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico.
Apesar disso, o ex-governador já indicou que pretende disputar as eleições para senador em outubro “sub judice”, mesmo com pouquíssimas chances de assumir o cargo, caso consiga os votos necessários.