Seres humanos estão atacando os animais por acreditarem que eles possam transmitir a Febre Amarela. 

O número de macacos assassinados em todo o Estado do Rio de Janeiro tem sido preocupante. Inclusive, nesta semana, dois micos-leões-dourados entraram para as estatísticas ao serem encontrados mortos a pauladas na região da BR-101, em Silva Jardim. O motivo do aumento desse tipo de crime ambiental é a falta de informação das pessoas, que acreditam que os animais possam transmitir a Febre Amarela.

De acordo com a Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) da prefeitura do Rio de Janeiro, órgão ao qual está vinculado o Instituto Jorge Vaitsman, que vem recebendo os animais recolhidos em todo o estado para necrópsia, 131 macacos foram mortos desde o início do ano. Destes, 69% foram vítimas de seres humanos.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, os macacos não transmitem a doença. Ao contrário, eles são aliados que ajudam a mapear a presença do vírus e são tão vitimas, quanto os seres humanos.

A febre amarela é uma doença de surto que atinge grupos de macacos e humanos e é causada por um vírus da família Flaviviridae. Em áreas rurais e silvestres, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Em área urbana, pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em meios urbanos desde 1942.

Vale lembrar que de acordo com a legislação ambiental, matar animal silvestre é crime e o autor pode ser condenado a uma pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa. As denúncias podem ser feitas por meio dos telefones 2253-1177 (para chamadas na capital) e 0300-253-1177 (interior do estado, custo de ligação local) ou por aplicativo para celulares.

Região dos Lagos tem a sorte de abrigar micos-leões-dourados – Entre as espécies vitimas dessa caçada predatória dos seres humanos com os macacos está o mico-leão dourado; Esses primatas estão em extinção e apenas 3200 deles circulam em liberdade. A Região dos Lagos tem a sorte de ser abrigo de grande parte desse número.

 Em Tamoios, 2º Distrito de Cabo Frio, por exemplo, existe o Parque Municipal do Mico-Leão-Dourado, onde é comum encontrar esses animais circulando, inclusive, em áreas bem próximas aos seres humanos.

Ainda próximo a Região existe a Reserva Biológica de Poço das Antas, o santuário dos micos em Silva Jardim.

Esses animais muitas das vezes acabam reconhecidos como um atrativo turístico dessas localidades e a preservação é fundamental.

Thaiany Pieroni