Macaé é uma das cidades que deve abrigar estações da ferrovia que vai ligar portos dos dois estados

Os governadores do Rio de Janeiro, Pezão (PMDB), e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), estiveram reunidos nesta semana, no Porto do Açu, em São João da Barra, para discutir importante projeto ferroviário para os dois estados, e para as cidades da região.

Acompanhados por assessores e outros representantes da região, os governadores se reuniram para escrever uma carta para Michel Temer (PMDB) pedindo continuidade no projeto da Ferrovia Rio-Vitória.

A solicitação ao governo federal é para que a ferrovia que liga as capitais, fluminense e capixaba, seja, literalmente, colocado para andar, servindo de conexão entre os diversos portos dos dois estados.

Com quase 580 km de extensão a ferrovia passará por 6 cidades da região, que abrigariam estações. Entre as cidades escolhidas, estão Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Macaé, Conceição de Macabu e Campos dos Goytacazes, além de São João da Barra, que recebeu o encontro dos governadores.

Segundo o blog do professor e engenheiro Roberto Moraes, o custo do projeto seria estimado em 7,8 bilhões de reais em investimentos, para construir uma ferrovia que é tida como indispensável para o transporte de cargas, dando mais vazão às produções portuárias dos dois estados.

A Vitória-Rio promete integrar a Região Sudeste, e não apenas os dois estados, mas também ampliando a ligação com o Estado de São Paulo, onde está localizado outro importante porto do país, que é o Porto de Santos.

O blog lembra que o Estado de Minas Gerais já possui ramais ferroviários funcionando para o transporte do minério de ferro para os portos de Tubarão, no Espírito Santo, e Itaguaí, no Rio de Janeiro, este, inclusive, já está interligado ao Porto de Santos.

De acordo com o projeto, o traçado referencial da Rio-Vitória atravessará 25 municípios em 577,8 km, prevendo um total de 6 túneis, 43 viadutos ferroviários, 130 pontes, 128 viadutos rodoviários, 117 passagens inferiores e 60 passarelas.

Os chineses, que são especialistas em ferrovias e já teriam sido procurados, teriam imenso interesse em negócios no Brasil, já tendo investido 35 bilhões de reais no Brasil, segundo uma matéria da Folha de São Paulo.

Ainda segundo blog, os chineses teriam preferência em fazer investimentos em empreendimentos ligados às suas bases produtoras na Ásia, e que sejam complementares à própria economia chinesa, o que justificaria os negócios chineses em energia (petróleo e energia elétrica), alimentos (que equivale indiretamente à importação também de água) e em infraestrutura de transporte (ferrovias e portos).

Tunan Teixeira